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domingo, 29 de janeiro de 2012

Retomando

Tanto tempo sem escrever nenhuma linha aqui. Não por falta do que escrever, mas por tanta, tanta coisa e pela dificuldade em escolher por qual assunto começar. Me sentia muito em falta por estar deixando de fazer preciosos registros sobre os dias que se seguiram desde que minha pequena filha completara 1 aninho. Afinal, é para ela que guardo esses registros, desejando que ela leia e conheça meus sentimentos, minhas impressões, minha aprendizagem acerca da maternidade. E também meus medos, minhas dúvidas, minhas dores. As alegrias, o brilho.

Tentar fazer o registro dos primeiros meses de uma criança não é tarefa fácil. Como transformar em letras as cores, o perfume, as sensações da primeira infância? Um mundo em 3D traduzido em meras palavras escritas? Cabe? Hum, acho que não cabe não. Aí por isso nosso espaço foi ficando de lado, foi ficando, foi... foi, mas agora voltou! Porque ainda que faça um retrato parcial, será um bonito retrato.

Nesses últimos meses tenho visto meu bebê se transformando em uma criança levada e esperta. Isso provoca sentimentos antagônicos em mim. Se por um lado desejo vê-la grande e independente, por outro gostaria de poder fazê-la caber todinha em um único dos meus braços, tal como era quando acabara de nascer.

Ainda ontem eu conversava com uma amiga e dizia que tinha a seguinte sensação: parecia-me que até completar um ano as crianças vivem pra desenvolver o corpo, crescer fisicamente. E que a partir daí começam a desabrochar, a aflorar, a buscar a comunicação com as pessoas ao redor. E de como eu achava isso lindo. Eu sei que não existe linha divisória, eu sei. A criança não dorme com 364 dias e acorda no seu 365º dia um ser falante, cantante e sorridente, não é assim. Eu sei que as coisas se processam paulatinamente, sei que desde o momento que nasce o bebê procura se comunicar (o que é o choro se não isso?), interage do seu jeito (tenho uma linda foto de Isis em suas primeiras horas de vida procurando o meu olhar). Mas é que pra uma mãe, pelo menos pra uma mãe babona, boba e deslumbrada como eu, parece que acontece tudo de repente. Plim.

Minha filha conversa conosco de maneira espantosamente linda. Tem um vocabulário bastante razoável, conhece o nome de uma porção de animais, de frutas, de objetos. E compreende muito além do que seu aparelho fonador lhe permite articular. Naturalmente vai se interessando por descobrir as características dos seres, das coisas, dos objetos. Tem uma sede de descobrir o mundo. E, como sempre, ela não para! Seu corpo traduz em ações a velocidade dos seus pensamentos. É muito rápida a mocinha.

Apesar de tão novinha e dos estudos mais genéricos afirmarem que é bastante natural que uma criança na sua idade não deseje compartilhar o que possui, minha pequena é muito generosa, distribui seus brinquedos, permite que seus amiguinhos brinquem com eles (pelo menos tem sido assim até aqui). O único problema é que ela acha que as outras crianças automaticamente lhe dão o direito de usufruir de seus brinquedos também, hohoho.

Se antes eu me angustiava sem saber se estava no caminho certo no tocante à sua alimentação, hoje tenho certeza que sim. Eu escolhi o caminho do meio e não acho que é o mais fácil não. Decidi que, vez ou outra, permitirei sim que ela coma alguma coisa que não é parte de um cardápio ultra saudável. Mas que muito mais vezes oferecerei frutas, legumes, verduras, alimentos integrais. Fico muito contente quando vejo-a devorar tomate ou comer uma banana cheia de alegria e satisfação. Ela ama arroz integral. Aprendeu com a vovó a apreciar uma laranjinha. Ah, fico vaidosa sim, vai! Algumas coisas nunca ofereci e nem pretendo. Refrigerante por exemplo. Sim, eu tomo sim, mas não ofereço, bem assim mesmo. E quando ela pede eu não dou, digo "esse é da mamãe" e pronto. É provável que ela venha a experimentar em breve, ainda que não seja na minha presença. Mas não vejo motivo pra estimular ou antecipar esse momento. Não vejo isso como radicalismo, pra mim é questão de bom senso mesmo e por enquanto prefiro evitar. Se alguém faz diferente, beleza! Não discordo, façam como quiserem. Com minha filhota e em minha casa está funcionando bem assim e me sinto feliz com essa escolha.

As noites estão bem melhores. Tem acordado muito pouco no decorrer da madrugada, geralmente por sentir algum incomodo concreto, como o calor. O mais difícil é ajudá-la a adormecer, a pegar no sono. Dormir cedo nunca foi a praia dela e nisso paguei a língua legal. E até hoje não sei precisar se ela dorme tarde porque eu não soube estabelecer uma rotina, pelo estilo de vida já estabelecido na casa ou porque ela tem hábitos mais noturno e pronto (ou se é um pouquinho de cada coisa). Mas na maioria das vezes tenho sobrevivido!

Olho pra ela e não sei como defini-la. É ainda um bebê? Sim! Usa fraldas, é totalmente dependente, não desenvolveu de maneira plena a comunicação oral. Não toma banho só, não escova os dentes só, não sabe quando vem a vontade do xixi ou do cocô. Por outro lado compreende uma porção de coisas que falamos, antecipa fatos, usa ainda que de forma limitada a comunicação oral. Está transitando entre seu mundo bebê e seu mundo criança. E é lindo demais está perto, acompanhar, estimular, testemunhar minha florzinha desabrochando. É uma baita responsabilidade ser a cuidadora desse botão que aflora. É uma tarefa árdua, desafiadora. E deliciosa.

Filha, são 591 dias de muita dedicação a você (mais, se contarmos o tempo que você estava dentro da minha barriga e mais ainda se contarmos o tempo que planejei você). Os dias mais encantadores, apaixonantes e loucos da minha vida. Sei que cometi muitos erros, mas acredito que a busca pelos acertos sobrepuja minhas falhas. Eu reconheço cada uma delas e procuro superá-las. Não é fácil ser mãe. Mas é encantador! Amo profundamente você, meu anjo bom!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Parece

Parece abandono, mas só parece!

As mudanças são rápidas, não estou dando conta de escrever sobre elas. Enquanto tomo fôlego, enquanto tento  me adaptar a cada uma das que chega, enquanto penso que vou conseguir acompanhar, vem outra mudança e tudo que era deixa de ser! Ser mãe de bebê é isso: mudança, mudança, mudança...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

1 ano (post atrasadíssimo!!!)

Cumprindo promessa, cheguei dentro das 24 horas previstas (pelo menos pra começar a escrever), oba! Mas a verdade é que o post está mais que atrasado, por motivos já comentados no posta anterior. Vamos ao que importa: falar sobre nosso primeiro ano de vida juntos (sim, porque não somos só eu e ela). Diabéticos, cuidado: esse post tem forte tendência a ser meloso!

Em setembro de 2008 me deu um estalo: eu já estava com 30 anos, "precisava" decidir se queria ou não deixar descendência. Minha sobrinha linda havia nascido meses antes e a chegada dela mexeu comigo. Eu só via vantagens em ser mãe, a vontade crescia. Conversei com o marido e decidimos que sim, teríamos um filho. Mas tudo assim, meio indefinido, apenas sonho, vontade, desejo.

Nessa época procurei um obstetra que, segundo diziam em nossa cidade, era o que tinha o perfil mais próximo ao que eu desejava. Eu já havia ouvido os clarins que anunciavam o parto humanizado, sabia que era uma meta difícil de se alcançar, mas a gente precisa de metas pra seguir. Acontece que estar com quase 100 quilos era algo que atrapalhava meus planos. Fui encorajada a perder peso e voltar ao consultório 4 meses depois. Sai de lá com um misto de alegria e sensação de derrota. E extremamente motivada a esvaziar o corpo dos excessos para enchê-lo de vida.

Ao longo de 9 meses (tempo bastante simbólico, sei disso!) perdi 30 quilos. Não virei nenhuma modelo, mas a mudança me agradava, me sentia mais confiante e passei a acreditar que sim, eu podia! Foi então que, em junho de 2009, decidimos que eu engravidaria. Três meses depois (em setembro de novo, vejam só!) engravidei.

O começo da gestação cheio de sustos e medos. Eu queria tanto vivenciar aquela experiência e quando chegou a minha vez eu não sabia como lidar com ela. Tive um pequeno sangramento uma semana depois que soube que estava grávida (e mais alguns depois) e o medo me paralisou.  Eu chorava, fiquei apavorada. Tinha aversão à ideia de ver meu sonho se esvair. Mas foi só um susto, não era nada demais. E até hoje não sei direito a explicação para aqueles episódios.

O primeiro trimestre da minha gestação foi de muito silêncio. Eu tinha medo, o medo me fazia calar. E o silêncio permitiu que eu conseguisse, aos poucos, me ouvir. Senti minha pequena mexer muito cedo. Não lembro exatamente quando, mas foi bem no início do segundo trimestre da gestação. E posso assegurar que a experiência é fantástica. Eu adorava sentir minha pequena mexendo no meu ventre.

O tempo foi passando, a barriga crescendo, primeiro timidamente, depois de maneira mais acelerada. Eu me sentia linda e plena. Completa e absoluta. Me sentia capaz de tudo! Claro, vez em quando batia uma insegurança, um medo (de novo?), mas a maior parte do tempo era de autoconfiança. Dito assim parece um crescimento rápido, absoluto, mas não era bem assim, não foi tão linear. Havia idas e vindas, como numa dança. Porém eu me encaminhava a cada dia para o empoderamento.

Lembro-me de um dia que fiz um trato com  a minha filha; eu queria muito dar à luz, parir. E da maneira mais natural possível! Me sentia um tanto quanto perdida. Não tinha uma doula presencial para me apoiar, meu obstetra não era bem como eu gostaria (sim, foi a melhor opção que me coube, mas não era um "nome nacionalmente conhecido em obstetrícia humanizada"), eu teria um parto hospitalar, possivelmente com algumas intervenções desagradáveis e invasivas. Eu queria parir na minha casa, num ambiente acolhedor e conhecido, mas não tinha grana e nem apoio pra levar esse desejo adiante. Isso fora o medo de algo dar errado e eu acabar na faca. E isso me fazia sofrer. Muito. Até que um dia decidi parar de sofrer e fazer o seguinte combinado com a minha filha: falei que faríamos o nosso trabalho juntas. Que no dia em que ela estivesse pronta para chegar, seríamos uma equipe, faríamos o melhor possível, o mais rápido que pudéssemos. Não por pressa, mas por precaução, eu "dizia" pra ela. É, eu fui ousada e "pedi" um trabalho de parto rápido, porque não me entendo bem com as dores e me descompenso com a maior facilidade quando sinto. Emponderamento era a palavra. Tomei às rédeas nas minhas mãos naquele dia!

Nosso dia chegou. Comecei a manhã com uma indisposição, que mandava de volta pra fora tudo que eu ousava colocar pra dentro do corpo. Era comer e vomitar (oi?). Na verdade não era indisposição. Hoje sei que era meu corpo se preparando, do jeito (louco) dele, para receber minha herança do lado de cá do mundo. No decorrer da tarde eu me sentia meio dopada. Sentia sono, náuseas e cólicas espaçadas e irregulares. No final da tarde fui examinada pelo obstetra ainda no consultório. Colo apagando, amolecendo, mas nada mais que 1 centímetro de dilatação. Eram 7 da noite e fui avisada que meu trabalho de parto poderia durar horas. Muitas delas. Voltei pra casa e a dor se intensificou. Entrei num furor, sentia raiva da dor, sentia raiva por vomitar tanto. Me sentia fraca. Achava que não daria conta. E as contrações iam e vinham e eu achava que não eram, ainda, contrações de verdade. Eu não sabia, mas estava entrando num estranho estado, conhecido por alguns por "partolândia". Por isso as emoções eram tão intensas. Abre parenteses---> E eu confesso que estava tão maravilhoso estar grávida que eu não queria que aquele encantamento acabasse. Se isso fez com que as dores ficassem mais intensas, não sei. Assunto pra discutir análise. <---fecha parenteses.

AS 22 horas minha mãe e meu marido me convenceram que era melhor ir para o hospital. Como eu pensava que ainda não estava em trabalho de parto (ãn?), protelei o quanto pude. O dia estava chuvoso, o táxi demorou a chegar. 23 horas ele chegou e em menos de 5 minutos (eternos) estávamos na maternidade. 7 cm de dilatação. Sorri, fiquei feliz e assim que meu obstetra apareceu (minutos depois) pedi analgesia. Podia ser um tiro no pé, mas pedi. O trabalho de parto seguiu, menos intenso e eu bem mais tranquila. Só voltei à tal partolândia no expulsivo. E a 1h54min do dia 17 de junho de 2010 dei à luz à minha jóia preciosa.

Os primeiros meses foram de muita chuva e de um inverno de sentimentos. Eu me sentia triste, chorava, faltava algo. Faltava o esplendor da gravidez. Senti saudades, muitas saudades. Baby blues? Depressão pós-parto? Não sei! Mas passou, foi passando (embora ainda me sinta triste ao lembrar da tristeza que eu sentia naquela época - outro assunto para discussão em análise).

Passado o primeiro trimestre, chegou a primavera (a minha e a da natureza). Fui renascendo, despertando, aprendendo. A primavera tem seus dias de chuva e frio, mas à medida em que avança, o tempo vai ficando bonito, a vida floresce.

Os dias se passando, minha menina crescendo. Primeiro sorriso, descobrindo a mão, primeira gargalhada, aprendendo a rolar, descobrindo o pé, aprendendo a sentar, a comer, a ficar em pé. Chegou a época da volta ao trabalho, ela com quase 8 meses. Angústia da separação (de ambas), mas deu tudo certo (meu marido e companheiro está sendo o melhor cuidador que minha filha pode ter quando não estou presente, como acredito que tinha que ser). Balbucios, palavrinhas, primeiros passos. Primeiras gracinhas, primeiras artes. Noites difíceis, noites deliciosas. Erros, acertos. Belo recheio!

E chegou o dia do primeiro aninho. Eu me sentia emocionada, feliz, mas inquieta. Meu bebê está crescendo e, aos poucos, vai deixando de ser meu bebê. Isso me amedronta. Como bem disse minha amiga Luzi querida, eu sinto saudades do minuto anterior. Nosso primeiro ano foi de muitas vitórias. 1 ano de amamentação (após os seis iniciais dela exclusivíssima!). Minha filha chegou no seu tempo, pela via que a natureza providenciou. Cercada de muito amor, de um pai e uma avó fora de série. Sem eles não imagino como teria sido esse primeiro ano.

Eu sabia que registraria os sentimentos e situações que experimentei nesses 365 dias (agora um pouco mais, já se passaram quase dois meses depois do aniversário da minha Isis), mas as palavras que pensei e planejei não sairam. Vieram outras, tão fortes quanto as que planejei (ou até mais). E agora não sei como terminar esse post. O tempo passando, implacável (inclusive ele me pressiona agora, uma vez que são mais de 2 da madrugada e preciso acordar logo mais para trabalhar). Eu dizia que iria curtir muito, muito, muito cada instante, para não sentir falta deles, mas não dá, impossível: sempre sobra muito amor para cada momento que vivo com ela, é tudo muito intenso.

O resumo desse primeiro ano? Eu diria uma frase que nem é de minha autoria, mas li, gostei e adotei: me descobri muito menos eu e muito mais feliz!

sábado, 28 de maio de 2011

10 e 11 meses

Ah, eu protelei mesmo! Não consegui falar sobre o 10º mês, fiquei meio perdidinha. Tão pertinho da minha pequena fazer 1 aninho que fiquei atônita! Mas é, o tempo passa e pronto. Se não aproveitar, dançou. Eu tenho aproveitado muito e muito!

Minha pequena tornou-se uma andarilha no mês passado. Claro que ainda não são aqueles passos seguros que só a experiência traz, mas adora dar umas voltinhas à pé, diferente da mãe. Ainda curte muito engatinhar. "Corre" engatinhando, olha pra trás como que nos desafiando a ir atrás dela e continua "correndo". Linda, né?
Fica na pontinha do pé pra alcançar o que deseja (com apoio, né?). Nunca vi tão arteira! Adora uma novidade, descobrir coisas, observar causa e consequência. Ah, e se deixar ela sobe em tudo que tiver uma altura acessível, um perigo!!!

Aprendeu a fazer tantas gracinha! A do mosquitinho (eu falo pra ela que o mosquitinho faz pic-pic-pic, com movimento de pinça na pele dela... papai perguntou e ela mostrou como é). Chama o gatinho (faz gesto com a mão e faz um "pshiui", hehehe). E fala e mostra a lua (uu-ah), mostra a chuva (upba). Balbucia o nome dela, faz um esforço lindo de se ver. Faz a "caretinha linda" (que é uma cara sapeca apertando os olhos e a boca). Dança nas aberturas de programas de TV, não pode ouvir nenhum som diferente que já começa a dançar (meu irmão amolando uma faca e minha mãe lavando umas tampas de panela foram motivos pra ela dançar). É, ela tenta imitar a mão da Beyonce naquele uo-o-ou que ela faz em Single Lady (mea culpa, eu acho bonitinho aquele video do bebê dançando essa música e de tanto assistir acabei ensinando isso pra ela, rá).

Ah, e tem o dentinho que chegou e eu já falei sobre ele. Um só mesmo (na verdade meio, não saiu todo ainda). Tá dando um trabalhão limpar esse dente, ela dá baile na mamãe, mas uma hora a gente se afina.

Tem mais, muito mais. Ela aprende muito rápido, demonstra afeição e descontentamento, é sapeca, carinhosa e teimosinha, curiosa e reinona! E linda! E perfeita. Nem vou falar mais nada, não caberia em um post não!

É muito bom ter minha menino enchendo a minha sala, minha casa e meu coração. Preenchendo essa sede de cuidar e amar sem limites. Amar a mãe, amar o marido, um sobrinho ou uma causa tem dimensões enormes e nobres. Mas amar um filho é inominável, imensurável, inenarrável!

sábado, 23 de abril de 2011

Finalmente: fadinha do dente

Eba!!! A fadinha do dente nos fez uma surpresa! Não quis vir sozinha, esperou a época do dentucinho pra chegar. Nos trouxeram o primeiro dentinho da minha pequena.

Ain, estou tão feliz! Mãe é bicho besta, sabe que é só esperar que dente chega, mas fica doidinha pra ver a novidade no seu filhote, ainda mais quando o tempo esperado está um pouco acima do tempo médio estimado.

O dentinho tá chegando tímido, é da arcada inferior (ela me enganou, eu esperava que fosse da superior, que desde os três meses vem dando sinal através da gengiva e até agora nadinha).

Tem coisas que a gente espera que seja de um jeito e é de outro, principalmente quando o assunto é filho. Eu achava que minha filha ia ficar "enjoadinha", que o nascimendo do primeiro dente atrapalharia seu sono. Enganei-me, estamos vivendo uma fase tranquila, de sono noturno quase ininterrupto. Imaginei que chegaria rapidamente, sem eu perceber já o encontraria aparente na boquinha; qual o que, está nascendo lentamente. Acreditei que viriam vários de uma vez, chegou sozinho. Imaginava que chegaria o de cima, veio o tradicional dentinho de baixo.

Ainda está tão pequena a parte nascida que nem é possível fotografar. Mas a gengiva está rasgadinha, senti uma pontinha ao passar o dedo. E levei uma micromordida hoje, anunciando o que pode estar por vir. Ou não. Com ou sem dentadas, estou feliz!

Ai, como é bom ser mãe!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

9 meses

Olha nós outra vez aqui! Dessa vez pra tratar especificamente do desenvolvimento e do crescimento da minha doce pimentinha nesse último mês.

Não ela não está andando ainda (eu achava que poderia estar, mas ela prefere engatinhar quando quer percorrer "longas" distâncias). Mas já arriscou alguns passinhos, bem pouquinhos. A quantidade máxima de uma só vez foram 3. Três passinhos inseguros e lindos, com direito a uma alegria eufórica no final, linda de se ver!

Minha pequena dá tchauzinho, mostra "1 aninho", manda beijos, bate palminhas, faz "índio" (acho meio tosco dizer que aquele bu-bu-bu com a boca é "o índio", nunca vi índio nenhum fazendo isso, mas não tenho uma referência melhor). Ela chama com a mãozinha. Ela entende determinados pedidos (como quando pedimos pra ela pegar a Antônia, uma bonequinha que lhe demos). Tenta imitar sons, como o miado de um gatinho que ouviu hoje. Tão linda, tão linda!

Continua seletiva com relação à comida, faz bico sem querer provar o alimento. Experimenta primeiro pra ver se gosta. E ama mandioquinha, pra tristeza do nosso bolso, porque mandioquinha aqui na nossa cidade é cara e rara! Ou alguém acha baratinho pagar 19 reais em 1kg de mandioquinha?

Seu sono... bem, esse é um capítulo à parte. Tem dormido e acordado cada vez mais tarde e isso me preocupa muito. Acorda muitas vezes durante à noite, especialmente se não está conosco na cama. Sabe, eu amo ter minha pequena bem pertinho de mim durante a noite, mas puxa vida, eu queria tanto dar um descanso à minha coluna e aos meus ombros. Bem, pelo menos na cama ela dorme mais horas seguidas, ufa! Meu alento (ou desalento) é saber que ela vai crescer, não vai ser meu bebezinho pra sempre. Logo aprende a dormir a noite inteira. Vai chegar um tempo que, difícil mesmo, será fazê-la sair da caminha quentinha, hehe!

Agora falta bem menos para que ela chegue ao seu primeiro aninho. Ai, que emoção! É como se o tempo estivesse rápido e devagar ao mesmo tempo, não sei explicar. Só sei dizer que são os 10 meses mais loucos e apaixonantes da minha vida.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Esse silêncio

Não é um silêncio de falta de inspiração. É de excesso dela! Tenho uma filha linda e perfeita e me pego pensando várias vezes por dia em vários assuntos diferentes. Em alguns momentos tenho plena convicção em concordar com determinado assunto, depois acho que as coisas não são bem assim. Mas sempre penso "eu poderia registrar minha opinião sobre isso lá no blog". Depois a mente divaga, me perco, esqueço. E o assunto fica sem o merecido registro.

Isis me vez ter uma visão diferente sobre a vida. Cada situação que acontece no mundo me faz pensar nas mães e nos filhos envolvidos. No sofrimento ou na felicidade deles. E cada bebê ou criança que eu vejo nas ruas me remetem a minha vida com ela ao mesmo tempo que me faz pensar em como será que eles vivem.

Sempre que minha filha aprende algo lindo ou tem um comportamento que eu não gostaria fico pensando "será que é assim com todo mundo?". Ou pior ainda: "será que isso é normal?". Tenho uma necessidade impressionante de normalidade e não acho isso nada legal. Por que? Porque os parâmetros de normalidade são diferentes pra cada pessoa e cultura.

Minha filha dança fofamente, bate palmas, dá tchauzinho e mais uma porção de coisas cutis que mostram que ela entende bem a função da linguagem que usamos com ela. é esperta, observadora tudibão! Mas custa pra dormir! Ai, como custa! Dorme muito pouquinho de dia, quase nada. E acorda inúmeras vezes por dia. e é assim que surge a pergunta "isso é normal?".

Se é ou não talvez eu nunca descubra. E talvez alguns achem normalíssimo, outros podem achar absurdo. O fato é que ela é assim, é desde que nasceu, não mudou diante de absolutamente nada que eu fizesse. O que eu fiz? Tentei me adaptar. Pronto, foi essa a solução.

Falando em adaptação, a enfermeira que veio me "ensinar" a amamentar no dia seguinte ao nascimento de Isis chegou dizendo, em tom imperativo, que minha filha deveria se adaptar a minha rotina e não eu a dela. Eu, tolinha, acreditei e me esforcei tanto, tentei tanto. Que bobagem a minha. Descobri que ser mãe nem é se adaptar a rotina do bebê e nem fazê-lo adaptar-se à nossa. É criar, juntos, uma nova rotina, uma nova vida, que seja a melhor possível pra família inteira. E depois que entendi isso nossa vida melhorou muito!

terça-feira, 15 de março de 2011

8 meses

Er... na verdade ela está com quase 9 (completa em dois dias), né? Frio na barriga total (FRIO e não filho, hein? hehe). Muito emblemático ver minha pequena prestes a começar seu nono mês de vida. E exatamente hoje nasceu a filhinha de uma colega de trabalho. Uma colega que engravidou aproximadamente quando minha pequena nasceu. E minha filhota está completando fora da barriga o mesmo tempo que passou dentro dela, vê só! Pra mim isso significa que a maturidade dela se tornará ainda mais evidente. Isso é bom e, ao mesmo tempo, assustador! Meu bebê está crescendo (segurando as lágrimas aqui)!

Ok, voltemos ao assunto do post: o desenvolvimento e crescimento dela nesse último mês, assim evitamos a possibilidade de inundar o teclado (será?). Minha pequena geminiana faz jus ao comportamento que, dizem, é peculiar à turma do tal do signo, óia (e olha lá, eu dizia ser tão cética)! Inquieta, rápida, daquelas que faz tudoaomesmotempoagora. E carinhosa, e comunicativa. Essa é minha geminiamenina (saca neologismo???).

Ela aprendeu a ficar solta, soltinha, sem segurar em nada, nadinha por vários segundos. Está a um passo de começar a andar, literalmente falando! Quem sabe no post do próximo mês, han? Não temos pressa, embora a curiosidade seja grandona. Ela já dá uns passinhos pro lado segurando nos móveis há "tempos", mas solta ainda não consegue não. Quando a chamo nos momentos em que ela fica em pé sem apoio ela se joga pra frente e senta, não sabe o que fazer com os pezinhos ainda.

Hum, ela também aprendeu a dançar, gente do meu coração! Coisa mais linda, ceprecisaver! E quando ela junta as duas habilidade e dança soltinha? Mamãe quase surta, tanta emoção!

Fica cada dia mais evidente as tentativas dela de se comunicar. Hoje mesmo eu "conversava" com ela na hora do jantar: dava duas batidinhas na bandeja da cadeira de alimentação e ela fazia a mesma coisa. Quando a gente faz sons diferentes com a boca ela tenta imitar também. Quando ela não consegue fica olhando pra gente com a carinha mais faceira do mundo.

Eu fico tão orgulhosa quando as pessoas dizem pra mim que ela é sorridente, feliz, sociável. E ela é mesmo. Adora arrancar sorrisos das pessoas. Pensaê você dentro de um ônibus, a menina cisma com alguém que está com a maior tromba e começa a rir pra pessoa. Daqui a pouco, pronto, a pessoa está sorrindo pra ela. Não é uma lindeza, uma perfeição?

Tá certo, ela chora e se esguela se alguém pouco íntimo tentar tirá-la dos meus braços, seja qual for o tamanho do sorriso que ela tenha nos lábios nessa hora. Mas isso é bom também, né? Eu acho. Mostra que sabe muito bem quem representa segurança pra ela.

Passamos por alguns dias de sono difícil, mas agora as coisas estão mais normais (entenda-se por normal acordar 1 ou 2 vezes na madrugada para mamar). Agora está bem melhor do que na época em que ela estava acordando na night pra brincar (que feliz, han?).

Faltam apenas 3 meses para a minha filha completar 1 volta completinha em torno do astro rei. Isso está me deixando meio saudosista, dá uma vontade de chorar. Mas é de orgulho e de felicidade, nada de ruim não.

Ai, pequena, como eu te amo!

quinta-feira, 10 de março de 2011

1º Carnaval de uma palhacinha

Nunca fui de muita farra, meu conceito de festa é reunir gente que eu gosto. Então no carnaval não seria diferente, certamente!

Quando eu era criança os adultos curtiam mela-mela, os homens bebiam atéééé e um esperava o outro dormir pra pintar o rosto um do outro com creme dental ou batom alheio. Nem preciso dizer que não sinto nenhuma falta disso e nem tenho vontade alguma de reproduzir, né?

Mas isso é assunto mais que resolvido pra mim, minha mãe e o marido dela não bebem (ele ainda experimenta alguma coisa, mas nunca vi ele ficar embriagado e acho ótimo que seja assim). Domingo, então, estávamos lá, na casa da minha mãe, muita gente conversando, crianças brincando e nem lembraríamos que era carnaval se não fosse a música que estava no som: frevos e marchinhas nada contemporâneos.

Ao entardecer coloquei na minha bonequinha uma roupinha super cuti de palhacinha! Tão linda da mãe! Aí minha sobrinha também foi fantasiada de cigana, a filha de uma amiga fantasiou-se de fadinha, seus priminhos puseram máscaras e tudo perfeito!

Foi esse o nosso carnaval. A filhota nem entende o que é isso, então, a medida em que ela cresce, vai aprendendo conosco os conceitos que desejamos transmitir. Quero que ela compreenda que não é necessário usar nenhum tipo de substância que altere o nível de consciência para se sentir feliz, que não é preciso faltar com respeito a si mesmo e ao outro pra se divertir. E que, se for pra se embriagar, que seja de muita alegria! Isso sim quero oferecer de sobra!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

7 meses

Nossa, aos 49 do segundo tempo (já no tempo adicional que o árbitro concede, hein?) é que vim escrever sobre como foi esse último mês da minha pequenininha!!!! Amanhã ela completa seu 8º mês, aprendeu tanto, mas e cadê tempo pra fazer os registros?

Minha nenezinha está crescendo... ontem mesmo era tão pequena, nem sabia rolar de barriguinha pra baixo, e agora parece um raiozinho de tão ativa que é! Aprendeu a dar passinhos de caranguejo (ou seja, andar de lado, hehe). Segura nos móveis, no sofá, nas paredes e sai "andando", passinhos tortos e bêbados. Se não tem onde segurar, beleza, ela desce elegantemente e engatinha, não é fácil?

Aprendeu a bater palminhas, mas só o faz quando quer, claro! Ela tentou começar a dar "tchau", mas sei lá, deve ter achado que despedida não é muito legal e desistiu de tentar (será?).

Grita bastante pra chamar atenção ou quando está feliz. Balbucia o tempo todo, imitando os trejeitos de um ser falante adulto. Sorri pra todo mundo que olha pra ela com cara feliz (tá, as vezes ela sorri pra quem nem olha pra ela).

Ela está bem no auge daquela famosa angústia da separação (não a que mencionei no tópico passado, mas a que os bebês passam). Então aqui sofre pai, mãe, filha, porque voltei ao trabalho e venho em casa amamentar no meio da manhã e da tarde e aí toda hora de ir embora é aquele chororô. Sei que faz parte do desenvolvimento emocional e intelectual, mas ah, que difícil que é!

Um, acho que fiz um resumo legal... o cansaço não me deixará escrever mais do que isso (é, aquela menininha que dormia a maior parte da noite deu lugar a que já acordou 2 vezes em uma hora, tempo que faz que ela dormiu; e sei que ela acordará muito mais essa noite. E o que faz uma mãe zumbi que precisa acordar as 6 da manhã pra dar conta de 21 adoráveis crianças de 6 aninhos, força da profissão, hein?)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Organizando gavetas

Começo de ano a gente se enche de vigor e encontra tempo e disposição não sei onde pra reorganizar a vida. Desde que a filhota chegou por aqui, a minha vida tem ela como foco. Portanto, é fácil imaginar que o alvo da organização de começo de ano foram suas gavetas.

Minha pequena andou ganhando novas pecinhas de roupa no final do ano passado e havia várias que não lhe serviam mais e que estavam ocupando espaço. Providencialmente tudo que temos pra guardar suas roupinhas e outros pertences é uma cômoda. Qualquer excesso atrapalha, deixa tudo desorganizado e pouco funcional.

Retirei tudo o que havia nas gavetas, tudo mesmo. Calçados, tiaras, meias, roupas. Fui separando o que servia do que já não cabia mais nela. A cada peça que separava pra doação (esse será o destino do que não serve mais) eu lembrava das histórias que ela contava.

Lembrava do dia que comprei uma jardineira azul xadrez quando ainda nem sabia se gestava um menino ou uma menina. E lembrava que ela usou aquela roupinha quando completou 1 mês de vida. Quando separei o "uniforme" do Corinthians (um pagãozinho, na realidade) lembrava que esse fora o presente do papai pro nosso bebê no Natal de 2009 - que ainda estava na barriga. E lembrava também do dia dos pais, agosto passado, dia no qual a pequena usou aquela roupinha. E que a minha torcedora pé quente "assistiu" a uma vitória do Timão (o papai fala que nosso erro foi não ter vestido ela com aquela roupinha em todos os jogos do campeonato). E cada peça com sua lembrança, foram todas devidamente separadas.

Há, claro, aquelas peças especiais, das quais não consigo me desapegar e nem sei se quero. Nessa arrumação encontrei no fundo da gaveta a tiara e o sapatinho de crochê delicadíssimo que Isis usou pra sair da maternidade. Me deu uma saudade da minha pequena rosadinha, de quando ela inteirinha cabia em um só dos meus braços. Encontrei também um pagãozinho que foi meu (sim, usado por mim quando era bebê) e que tive o prazer de usar na minha filha. Foi costurado e bordado por minha mãe e minha avó.

Organizar essas gavetas foi um ato simbólico. Bebês crescem e se desenvolvem muito, muito rápido. Quando procuramos, cadê o nosso pequenino? Cresceu! Retirar peças da minha recém-nascida e dar espaço pras roupinhas de uma bebê crescidinha foi também me deparar com essa realidade. Minha filha está crescendo em uma velocidade vertiginosa.

Muitas arrumações virão, especialmente nos seus primeiros anos de vida. Será necessário porque crescer é necessário. Eu tenho uma dificuldade imensa de lidar com mudanças e posso assegurar que filhos são uma ótima forma de aprender. Porque eles mudam o tempo todo, têm mais fases do que a Lua. Aquele bebê pequenino e molinho é uma menina serelepe que já engatinha e fica em pé. E que logo estará tagarelando e correndo e eu terei saudades do agora.

Abrir espaço nas gavetas para novas etapas é preciso. E abrir espaço no coração também. Caso contrário as coisas se desorganizam, ficam tumultuadas. Um ciclo vai se fechando e outro começando. Não tão organizadamente assim, porque a vida não espera uma etapa se encerrar para outra começar. As coisas vão acontecendo, as situações se sucedem. É preciso começar a aceitar a ideia de que, cada dia mais, ela vai se tornando mais ela e menos eu.

Ainda há uma dependência forte, claro (ela acaba de completar 7 meses e está começando a entender que não somos uma só; isso causa nos bebês um fenômeno conhecido como ansiedade da separação). Ela chora pelo simples fato de eu afastar-me um pouco dela, mesmo ela mantendo contato visual comigo. Cismou que precisa ficar coladinha - afinal ela não entende que eu vou, mas eu volto! É desgastante sim, é cansativo sim! Mas é parte do processo e está incluído no pacote "ser mãe". Ah, e o sorrisão de "ufa, ela voltou, não me abandonou, alarme falso", gente, não tem preço!

Óbvio que na hora em que preciso fazer qualquer coisa que necessite do uso de minhas duas mãos eu fico um pouco aborrecida se ela não quer outra opção que não seja meus braços. No entanto, preciso lembrar que "passa já". E que logo estarei arrumando novamente as gavetas e cedendo espaço pra uma nova menina, que não caberá mais dentro das roupas que hoje habitam sua cômoda e que muitas vezes negará meu colo, querendo mesmo é correr com suas próprias pernocas... e sentirei saudades de hoje.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Um certo casulinho - ou do respeito às preferências

"Desde antes de engravidar, quando ainda estava planejando, busquei informações sobre o que há de melhor e diferente para se criar um bebê. Foi nessa busca que descobri 'um tal de sling', um pano pra carregar bebês juntinho do corpo. A idéia me pareceu excelente, afinal sempre via fotos de pessoas de culturas diferentes do mundo afora, de hoje e de ontem, usando algo parecido. Então devia ser algo muito bom, repleto de benefícios. Eu não sabia, porém, que era possível encontrar e adquirir um vindo de tão perto.

Logo que me descobri grávida, antes mesmo de saber se gestava um menino ou uma menina, corri para encomendar o meu (nosso) sling. Nessa ocasião já havia lido que o produto precisa ser de boa qualidade, utilizar tecidos confortáveis, ter costura reforçada e, no caso de sling de argola – que foi o que escolhi – essa também precisa obedecer a alguns critérios para ser confiável. Soube que em Recife havia uma fabricante do produto e guardei o nome Casulinho, da Mariana. Foi a ela que fiz minha encomenda, eufórica, com cerca de 20 semanas de gestação.

Quando minha filha nasceu ela chorava muito. Sei que recém nascidos choram, mas ela chorava acima da média. Fiquei insegura de usar meu casulinho, mesmo sabendo que ele podia ajudá-la a sentir-se mais segura. Mas ela era tão inquieta, calorenta e chorava tanto...

 Quando ela estava com aproximadamente 15 dias de nascida, decidi usar pela primeira vez. Foi um desastre! A posição indicada para bebês pequenos era a que ela mais ficava desconfortável (ela simplesmente detestava a ideia de ficar 'como um bebê', deitada no colo).

Confesso que fiquei frustrada e muito chateada. Chateada comigo mesma, por não ter tentado usar antes. Chateada com o comportamento dela, com a não aceitação. Mas mesmo assim continuei insistindo, sempre sem êxito.

Quando a pequena Isis completou 3 meses de vida, lembrei que havia uma posição na qual o bebê fica voltado para frente, vendo o mundo (essa sim era a forma como ela gostava de ficar desde muito pequenina). Apesar de pouco crédula, tentei usar mais uma vez.

Surpresa! Deu certo! Pela primeira vez pude estar com a minha filhota no colo e, ao mesmo tempo, ter as mãos livres! Ela ainda ficava um pouco aborrecida , especialmente se eu ficasse em um lugar quente e monótono. Pensando bem, acho que ela está certa, não é mesmo? Mas aí experimentei sair de casa com ela usando o sling. Foi tudo de bom! Fomos a um supermercado e eu tinha mãos livres para carregar os pacotes no final.

Depois que ela ficou mais crescida, passei a usar o sling na posição barriga com barriga. Como ela está maiorzinha já consegue ver tudo o que quiser por cima dos meus ombros ou girando a cabeça para onde lhe chame a atenção (ela é muito curiosa e observadora). Hoje fomos passear na pracinha. E adivinhem quem foi nosso companheiro (além do papai)? O sling, o casulinho preparado pela Mariana com muito carinho pra nós. Valeu e ainda vale MUITO a pena! Só tenho a agradecer, viu, Mari?
 
PS: Eu experimentei colocá-la deitada 'de nenê' no sling. É, ela não gostou muito não. Chorou um monte! Preferências são preferências, não é verdade? Bem, vou respeitar a opinião dela, afinal me sobram outras muitas opções de uso do nosso babywearing!"

Gente, preparei esse depoimento pra Mariana postar no blog da Casulinho, onde ela divulga seu trabalho. Quem quiser escolher o seu, repito: vale muito a pena. Não comentei nesse depoimento, mas pegar ônibus (não tenho carro) com ela ficou bem mais fácil! E tem muitos outros benefícios, basta dar uma vasculhada no blog da Casulinho e em outras boas fontes da net que facilmente encontramos bons motivos pra usar.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A primeira papinha

Os preparativos já vem sendo feitos há dias. Peneira de inox que vovó deu, uma tal de autoclave culinária que peguei emprestada dela também. Dias pra escolher o cardápio, decidir como iria começar. Papinha doce ou salgada? Repetir a mesma papinha por alguns dias? Ou variar o sabor nos dias seguintes? Textura da papinha, qual oferecer? Acrescente leite materno? Ponho sal ou não? Azeite ou manteiga? E se der dor de barriga? E se der gases? E se prender o intestino? E se soltar demais? Isso tudo sambou pela minha cabeça. Mas as coisas acontecem, dias esperados chegam, é apenas uma questão de tempo.

E o dia enfim chegou. Defini algumas coisas: escolhi abóbora para começar. O principal motivo foi o sabor adocicado. Eu não ia acrescentar mais nada, mas aí pesei, refleti, conclui: vou sim, vou colocar um caldinho de carne pra enriquecer. Mas carne sem sal não tem o melhor sabor do mundo. Mesmo assim, optei por não colocar sal. Coloquei temperos naturais e de sabor não muito forte: um pouco de cebolinha verde e um pouco de salsinha.Pronto, assim cozinhei carne (colchão duro em pequenos pedaços), salsinha e cebolinha, os três juntos com um pouco de água. A abóbora cozinhei sem água, só no vapor da carne. Também sem sal. Ah, e com a casca. Lavei bem com uma escovinha e coloquei pra cozinhar.

Depois da abóbora cozida (na panela autoclave culinária que vovó emprestou), retirei a casca, passei pela peneira (que a vovó deu). Virou uma pastinha de consistência leve. Acrescentei um pouco do caldinho da carne, passando pela peneira também. Por fim, acrescentei um pouquinho de azeite de oliva extra virgem, pra dar sabor, acrescentar caloria de boa qualidade e ajudar a equilibrar a papinha, pois pelo que li abóbora é constipante e o azeite é laxativo.

Feito isso, fomos ao que interessa: oferecer a comida à pequena. O primeiro olhar foi de curiosidade. Abriu a boquinha de bom grado. Depois foi uma série de caretas engraçadíssimas. Ela simplesmente não entedia o que estava acontecendo. Novidade grande, né? Sabor diferente, jeito diferente de se alimentar. Ela comeu assim umas duas colheres. De chá. Mas tudo bem, surpresa grande seria se ela gostasse muito e tivesse "batido um pratão". Vamos com calma e paciência que tudo se ajeita.

Ela fez uma deliciosa bagunça. Tinha papinha por tudo quanto era lugar do rostinho. E nas mãos. E nos pés! Por fim ela acabou chorando e não quis brincar mais disso. Nessa hora parei, não insisti. Não deve lá ser algo muito bom ficar forçando um bebê a comer. Imagina as consequências disso? Melhor parar quando ela demonstra que chegou no limite.

O sabor não ficou ruim não. Não mesmo, ainda que eu não tenha posto sal. Faça o teste: a abóbora tem um sabor delicioso e uma cor linda, não precisa de mais nada. Como ela nunca experimentou sal, óbvio que não tinha referência, portanto não sentiu falta dele.

Depois da papinha foi necessário um banho - nela e na roupinha que ela usava (um babador fofo pra sair na foto e uma calcinha "bunda rica", que se você não sabe o que é é porque não mora no Nordeste). Depois do banho? O velho e bom leitinho da mamãe, acompanhado de um cochilo aconchegado nos braços dela (que soy yo). Isso sim é que é comfort food!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dando o melhor de mim

Estou emocionada. Profundamente emocionada. Meu bebezinho estará completando, nas próximas horas, seus primeiros 6 meses de vida. Metade de um ano já se foi, passou. Voou. Totalmente clichê, mas não tenho outra palavra: voou!

Há exatos seis meses eu estava passando por uma das experiências mais transformadoras da vida de uma mulher: eu estava em pleno trabalho de parto. Algo intenso, forte, que provoca uma verdadeira catarse e põe a vida da gente em outro eixo. Não o trabalho de parto e o parto em si, mas o que ele traz, que é a vida nova que surge. Não só a nova vida do bebê, mas a nossa própria nova vida.

Os primeiros meses de existência da minha filha foram bastante difíceis pra mim. Pra quem trabalhou até a véspera de entrar em trabalho de parto (na verdade até a antevéspera, porque a véspera foi estreia do Brasil na copa e ninguém trabalha, hehehe) não foi nada fácil sentir o próprio mundo parar de repente em função de outro ser. Mas acredito que a dificuldade que senti foi pelo fato de desejar fazer tudo de uma maneira diferente do convencional e por ter criado paradigmas irreais também.

Hoje, construídos outros modelos, ou melhor, tentando não seguir modelo algum a não ser o que dita o meu coração, as coisas estão fluindo com muito mais facilidade. A duras penas fui aprendendo a fazer minhas escolhas, descobrindo o que é melhor para mim e para minha pequena. As vezes é mais difícil, mas não importa: o importante é que seja o melhor para ela.

Criar filhos sem que eles usem chupeta (e olha que eu confesso: até tentei - ela não aceitou e eu não fui muito insistente), mamadeiras (essas passaram bem longe daqui), sem leites artificiais, sem deixar chorando pra "aprender a se virar" não é nada fácil! Fiquei boquiaberta quando a avó de um menininho apenas 20 dias mais velho que a Isis me falou com orgulho que ele "já come de tudo, não mama mais e está com o peso e altura de um bebê de 1 aninho". Esse "de tudo" inclui industrializados, "engrossantes". Tão grave a situação que o pediatra do menino pediu que a mãe fizesse uma "dieta" no garotinho, cortando vários ítens da alimentação dele.

Não cabe a mim julgar se essa mãe está certa ou errada. Mas eu fico chocada, fico sim, porque é a qualidade de vida de um bebê que está em jogo. Um bebê, que não tem escolhas, que não pode ler, nem se informar, nem selecionar o que é bom ou não para comer, beber, ver, ouvir. Um bebê cuja mente e corpo estão em formação. Me assusta, sim, ver ser negado a esse garotinho o direito de ter o melhor para ele.Nesse caso o melhor seria, pra completar, mais barato - afinal a gente não paga nem um centavo pra amamentar. Em pensar que o desmame dele foi iniciado quando ele ainda não tinha nem dois meses e o bebê chorava muito (oh, claro, bebês choram muito e asseguro que a minha chorava muito também, mais do que ele até). E o mesmo pediatra que hoje prescreve uma dieta foi o que sugeriu a introdução da fórmula artificial. O que veio muito a calhar para a mamãe dele, que queria mesmo dar uma voltinha no shopping - sem ele - e assim a vovó dele pode dar a mamadeirinha de leite. (In?) felizmente não consigo considerar isso aceitável, se pensar na perspectiva do bem estar do bebê. E também, infelizmente, não posso mexer nas escolhas dessa mãe para o seu filho.

O que me resta, então? Dar o melhor de mim para minha filha. No meu caso significou e ainda significa muita renúncia. Passeios restritos ao que ela pode acompanhar, nos horários que ela pode ir. Acordar muitas vezes de madrugada, quando ela quer peito porque sente fome ou simplesmente porque ela quer aconchego, quer ficar comigo. É ser o alimento da minha cria. É me entregar de corpo e alma a maternidade.

Nas próximas horas completaremos 6 meses de aleitamento materno exclusivo. Não é nada fácil, não mesmo! E não tinha certeza se conseguiria, uma vez que o tempo máximo que minha mãe amamentou foi por 2 meses. Infelizmente ela caiu na armadilha do "ter pouco leite" e no fim das contas acabou diminuindo ainda mais a produção, pois oferecia complementos a mim e aos meus irmãos, o que resultava em ainda menos leite. Ela, como a mãe do garotinho que mencionei, não tinha muito acesso à informação e os profissionais que a assistia - assim como o profissional que assiste à mãe do menino citado aqui - era despreparado no quesito aleitamento materno.

Para mim amamentar exclusivamente por 6 meses é uma vitória grande, assim como foi parir. A quem diga que ninguém é mais ou menos mãe por parir ou por amamentar seu filho. Tudo bem, concordo. Mas para minha experiência passar pelo trabalho de parto, parto e aleitamento exclusivo foram tão tão (não consegui achar uma palavra pra definir) que me sinto uma pessoa completamente diferente da que eu era há seis meses. E diferente para melhor.

Amanhã começaremos uma nova jornada. Minha pequena experimentará sua primeira refeição. Não sei como será, não sei se ela vai gostar de cara ou se vai demorar para se acostumar com a nova condição. Estou, ao mesmo tempo, curiosa e enciumada. É, estou com ciúmes da papinha! Afinal de contas até hoje eu era a única fonte de alimento para minha filha. Eu sei que ainda vamos seguir com a amamentação, sem pressa pra terminar. Sei que é preciso passar por isso, que a criança cresce, precisa aos poucos passar a ser mais independente (embora esse adjetivo não me pareça muito adequado para um bebê). Mas deixa eu curtir esse sentimento dúbio, puxa vida! Deixa eu sentir vontade de agarrar e de deixar ir ao mesmo tempo!

Pode parecer louca a minha confissão, mas a faço mesmo assim: estou me sentindo como se estivesse parindo pela segunda vez a minha filha. Há seis meses ela deixava de ser um feto dentro do meu útero e passava a ter uma vida "independente". Mas ainda precisava de mim, exclusivamente de mim para se alimentar - e, por conseguinte, sobreviver. Teoricamente ela poderia ser alimentada de outra forma na minha ausência, mas comigo ao lado dela isso não precisou acontecer. Agora mais uma parte do processo do "deixar ir, deixar ser": não serei mais sua única fonte de alimento. Mas, assim como no parto, ao mesmo tempo que é doloroso, é prazeroso. É um momento que indica que a vida segue seu curso, como tem que ser.

Mais um marco na nossa vida. Mais uma vitória para minha história como mãe. Independente de ser ou não sua única fonte de alimento, uma coisa é certa: continuarei oferecendo a minha filha, sempre, o melhor de mim!

Olhos marejados de lágrimas aqui...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Curtíssimas

-  Ontem foi o dia de Isis ir à casa da prima. Foi só uma passadinha, mas já valeu. Minha pequena aproveitou a oportunidade pra batizar o sofá do titio com uma pequena golfada!

- A pequena não dormiu nada nem no shopping onde passamos rapidinho antes da casa da prima, nem na casa do titio, titia e priminha, nem no percusso até a casa da vovó.

- Na casa da vovó foi só entrar no quarto com ar a 18º que dormiu imediatamente, tomando, claro, seu leitinho by mamãe.

- Chagando em casa a noite, depois de um dia inteiro de estripulias, pensei que fosse demorar o mesmo tanto pra dormir que nos dias anteriores, com o mesmo choro dos dias anteriores. Fui preparar seu banho, pequena ficou com a vó. Qual não foi a minha surpresa ao encontrá-la dormindo no colo da vovó, sem choro e nem reclamação. E sono noturno, viu?

- Para mais um dia de surpresa, eis que hoje Isis dorme de novo sem o chorinho que nos angustiava desde a segunda da semana passada. 

- Essa turminha tem mais fases que a Lua!

sábado, 11 de dezembro de 2010

A prima

Sei não, mas sinto que a priminha da minha filhota será uma referência forte e especial pra ela. Minha pequenina sobrinha tem quase três aninhos. Alegre, cheia de vida, amorosa e inteligente, caiu de amores por Isis desde quando a viu pela primeira vez. Isis ainda não tinha nem 24 horas de vida e a priminha já demonstrava um carinho lindo e inocente, gostoso de se ver, ofertando à minha pequena um beijinho espontâneo já no primeiro encontro.

Passados quase 6 meses, minha sobrinha veio aqui em casa hoje. Claro que elas já se viram muitas outras vezes e convivem desde sempre, mas hoje foi uma visita especial e oficial, com direito a banho na piscininha inflável e passeio na pracinha. Ah, e a prima dançando pra Isis rir e "dançar" também.

Sinto que estou presenciando o início de uma bela amizade. Vou me empenhar, no que estiver ao meu alcance, para que seja assim. Quando minha pequenininha nasceu eu ficava imaginando como seria quando ela tivesse assim, aprendendo a engatinhar e sentar e observando as peripécias da prima mais velha. Pois bem, esse dia chegou, e bem rápido. Agora já vejo dias futuros com as duas dividindo bonecas (entenda nos dois sentidos da palavra dividindo, hehe). E mais a frente ainda as duas arrumando cabelos para irem passear noite adentro, deixando os cabelos dos papais e mamães arrepiados!

Mas deixemos o futuro no lugar dele, lá na frente. E vamos vivendo esses gostosos dias de primeira infância dessas duas pequenas bailarinas que dançam seus primeiros passos no palco da vida. Um belo espetáculo para se apreciar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tá difícil!

Mãe não gosta de ver o filho chorar, né? Minha filhota esses dias está com uma imensa dificuldade pra dormir. Falei sobre isso no último post, disse que tem tudo a ver com o momento de crescimento e desenvolvimento dela. Mas na hora do choro a gente esquece que é fase, que passa, que não dura para sempre e que logo a gente esquece.

Eu achava complicado ela levar uma hora até entrar em sono profundo, mamando durante todo esse tempo até conseguir dormir de verdade. Mas eis que - ó - tenho saudades desse tempo (que existia até 1 semana atrás).

Desde segunda-feira Isis, mesmo com muito mas muito sono mesmo, cochila por uns minutos, penso que está em sono profundo, ponho no berço, coloco o mosquiteiro e ela abre o olhão e o sorrisão. E fica de bruços e tenta sentar. Ela está paranóica com isso e sei que as coisas só voltam a ficar tranquilas quando ela conseguir, OMG! Que menina persistente, hehehe! Além disso acho que tem dentes chagando por aí (finalmente, há 3 meses foi alarme falso mesmo).

O ruim é que depois disso tem muito choro. Muito mesmo. Não quer peito, não quer embalo, não quer carinho. Não tem conversa e nem cachaça que dê jeito e nem amigo do peito que segure o chororô. Não, não estou dando cachaça pra ela, isso é apenas o trecho de uma música (que usei pra fazer gracinha, pra parecer que eu tô levando numa boa, com bom humor - mas eu tô é ficando louquinha da silva).

É, na hora do choro não tem bom humor que segure. Tá certo que nesses últimos 6 meses eu estiquei a minha paciência. Juro! Ela não tem faltado. O que bate na hora chama-se desespero, sacomé? Ela chorando muito, toda suada, fechando os olhos, se debatendo e sem querer/conseguir dormir. Eu pergunto pra o mais profundo do meu eu o que mais posso fazer além de acalentar e dizer "está tudo bem".

Depois do chororô, quando ela se acalma, mama e dorme. As vezes por muitas horas, outras vezes por alguns minutos - e acorda e chora e mama e dorme e tudo de novo. As vezes acorda e quer brincar e eu tento por pra dormir e chora e mama e dorme e tudo de novo.

Sei que nessa nova "profissão" que escolhi muitas vezes serei apenas coadjuvante, estarei do lado, prestando apoio. Está só começando a minha jornada. Isso é uma parte ínfima, pequenina. Eu sei que muitos dissabores ocorrerão. E que, muitas vezes, me sentirei atônita como me sinto agora. Sem saber o que fazer. Acaba que quando a gente pega o jeito as coisas mudam e tudo fica bem de novo. Até lá, preciso confessar uma coisa: tá difícil! Alguém tem uma dica pra superar essa fase?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Crescer dói?

Minha menina há três dias (na verdade noites) tem chorado muito até conseguir dormir. Quando falo muito é muito mesmo!!! Ontem fiquei bastante assustada com tanto choro. Não aceitava mamar, nem ser acalentada, nem ser embalada no ombro, nem ficar deitada na cama, nem no berço. Depois de um tempo eu sempre voltava a insistir oferecendo peito até que ela aceitou, relaxou e dormiu.

Hoje ela chorou um pouco, mas bem menos que ontem. Chorou por alguns minutos, a princípio não quis mamar. Depois aceitou e dormiu tranquilamente, como se nada tivesse ocorrido. Está no soninho agora.

Já li que existem picos de crescimento (como o nome diz, ápices no crescimento físico) e saltos de desenvolvimento (aqueles momentos de aprendizagem do bebê, nos quais ele desenvolve alguma habilidade nova) durante os primeiros anos do bebê, especialmente no primeiro. E a minha pequena está prestes a completar 6 meses de vida (faltam apenas 8 dias!), justamente quando há um "cruzamento" de crescimento e desenvolvimento. Tudo junto e misturado, acredito que ela deve estar com dificuldades pra dormir porque 1) pra crescer ela deve sentir mais fome - o que justifica o aumento das acordadas noturnas e 2) ao se desenvolver o bebê pode sentir-se inseguro e por isso requisitar mais a mamãe, seu porto.

Tomara que essa fase passe, que seja só uma fase mesmo, normal, comum, corriqueira, parte do desenvolvimento. Não é nada legal ver o bebê chorando sem entender o motivo e sem conseguir ajudá-lo a relaxar e descansar.

O legal é quando essa fase passar minha menininha vai estar um pouquinho maior e mais madura fisicamente e vai ter aprendido/consolidado alguma nova habilidade. Eu estou apostando que em breve ela estará sentando sem apoio sozinha (sim, ela está treinando isso - a gente coloca ela no colchonete de barriga pra baixo e ela eleva o abdome e tenta virar de lado, tenta sentar mesmo) e em menos de um mês deve estar engatinhando (é, ela já consegue levantar o tronco e tenta projetar o corpo pra frente).

Para quem ficou curioso sobre os tais picos e saltos, lá vai:



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

5 meses

Seguindo a falta de criatividade para títulos da postagem do mês anterior sobre o desenvolvimento da minha pequena, eis que escrevo: ela chegou aos 5 meses! Na verdade ela já passou dele tem uns dias, está com 5 meses e meio. Hoje foi dia de pediatra e deixei para fazer os registros hoje justamente devido a isso.

Vamos, então, ao que interessa: a pequena está crescendo! Engraçado como a gente quer tanto ver a cria crescer e se desenvolver e ao mesmo tempo deseja que ela fique pequenina. Como dá saudades do antes. Por isso o negócio é curtir o agora, porque passa muito rápido mesmo (eita clichezão de mãe cheio de verdade verdadeira e verídica).

Minha bebê está cheia de novidades: faz a caretinha mais linda do mundo, sorri para o espelho (ela fica emocionada quando vê um bebê lindo e uma outra mãe lá do outro lado; ela deve pensar "puxa, que sorte, tenho duas mães!"). Ela ficava toda molenga quando eu colocava ela sentadinha no carrinho (na hora que vamos jantar), mas de uns dias para cá foi firmando a coluninha [por que essa tendência a colocar tudo que se refere ao bebê no diminutivo, hein? hehe] coluna e agora já senta sem apoio por alguns segundos e com apoio por vários minutos. E gostou dessa nova perspectiva de mundo, viu? Ela adorou a ideia de ter as mãos livres, olha só! Ela também tem desenvolvido a habilidade de rastejar em marcha à ré.

Aprendeu a fazer uns sons diferentes com a boca. Há dois dias aprendeu a fazer "tá, tá" e arriscou um "itá". Das "palavras" que ela "fala", algumas estão bem compreensivas (embora ainda não me pareçam intencionais): nenê, itá (que traduzido é "eita") e ai (que não precisa de tradução e ela usa quando está com muito sono, geralmente em meio ao choro). Coisa mais linda (como tudo que minha filha faz)!

Uma outra novidade magnífica, esplendida, encantadora, para o sossego espanto da mamãe: algumas noites ela tem conseguido dormir sem interrupções, sem acordar. Não fiz nenhum "treinamento" para isso, deixo a natureza dela seguir seu curso. Se ela acordar na madrugada, vou fazer o de sempre: acalentar, verificar se algo a incomoda, oferecer o peito. Geralmente ela volta logo a dormir (e as vezes eu adormeço é antes dela - viva a cama compartilhada). A primeira parte do seu sono - que ela dorme agora, permitindo que eu faça esse registro - ela dorme no berço, que é colado à minha cama. Mas eu nunca me privei de uma noite de sono para insistir que minha pequena dormisse a noite toda no berço. Tampouco jamais deixei ela chorando sem consolo no berço. Ou você gosta de sentir a vontade de ficar juntinho da pessoa que mais ama no mundo (e no caso de minha filha, depende dela para sobreviver) e ser ignorada por ela?

Continuamos oferecendo leite materno em livre demanda e a pequena continua crescendo e ganhando peso lindamente: está agora com 7,5kg (engordou meio quilo) e 65 cm (cresceu 2). Está cheia de dobrinhas e nem parece que tem pescoço. É, essa parte está lhe rendendo algumas incomodas brotoejas.

Nos aproximamos dos 6 meses de nascimento do meu rebento. Estou muito, muito feliz. Me sinto mais gente, mais completa, mais humana, mais mulher. Eu estava muito aflita com a volta ao trabalho, mas a licença será emendada as minhas férias. Ufa, que bom! Voltar ao trabalho será uma das coisas mais difíceis para mim. Mas vou deixar para pensar nisso mais adiante. Em breve, também, a filhota começará a comer alimentos diversos, deixará de apenas ser amamentada. Para mim vai doer um pouco, como se fosse um novo parto. Não, não falo da dor física, mas a dor emocional, do afastamento, da independência. Sim, eu tenho a tendência a superproteger e tornar dependente de mim quem eu amo. Humpft, preciso mudar em relação a isso. Ter um filho - e querer ele seja saudável fisica e emocionalmente - está me ajudando em relação a isso.

Os próximos passos dessa vidinha que cresce e se desenvolve em ritmo acelerado serão registrados aqui. Que venham as papinhas, o engatinhar, o sentar mais tempo sem apoio... vida que segue, linda, linda, linda!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Isis e a bicharada

Todo mundo que me conhece (especialmente se me conheceu antes de ser mãe) sabe que sou loucamente apaixonada pelos cães e gatos. Aqui em casa moram 7 (!!!!) gatinhos e 1 dogão! Todos eles já moravam aqui antes de Isis existir mesmo dentro da minha barriga (cada um com uma história emblemática de vida).

A maioria das pessoas acha total nonsense ter em casa tantos moradores não humanos. Confesso que dá um trabalho e despesas danados e que me esforçaria mais pra encontrar adotantes pra uma parte dos bichinhos se pudesse voltar no tempo. Mas hoje, vínculos criados, tenho coragem nenhuma de fazer isso!

Quando engravidei, pronto! Uma pá de pessoas vinha querendo que eu "desse fim" (ãh?) nos gatinhos e cachorro, que ia fazer mal pra formação do nenê (como, hein?), que podiam trazer doenças (bichinhos limpinhos e cuidados não costumam transmitir doenças pra gente, viu?). E me perguntavam como era que eu ia fazer pra poder conciliar as primeiras andanças de Isis pela casa com a arca de noé bicharada que tenho aqui.

Claro que precisei fazer algumas adaptações. Transformamos nosso quintal em um gatil (telamos a parte de cima, nossos gatos não têm acesso às ruas). Fiz isso porque meus gatinhos são impossíveis. Eles têm certeza que são os donos da casa e nós somos os intrusos. Tenho medo que eles aprontem umas artes, do tipo deitar por cima da minha pequena com ela dormindo. Fora que um dos meus gatinhos, o Galak é muitoloco e faz uma bagunça inimaginável, derruba coisas no chão, um terror, rá! De quando em vez nós deixamos a gataiada circular livremente pela casa, mas eles estão curtindo tanto o quintal que nem sempre todos saem de lá quando a porta se abre.

O Luke, nosso cachorríssimo, mora dentro de casa mesmo. Ele morre de ciúmes quando chega alguém em casa e fala "axim" com a Isis e nem liga pra ele. Tadinho, ele já tem quase 7 anos e jura que é um filhote, hehehe. É super brincalhão, adora uma bagunça. Mas é totalmente não-me-toques, um nojo. Gosta de mexer com os outros, mas não gosta que mexam com ele, pode?

Mas Isis nem quer saber. Mete a mão nas orelhas/pelo deles todos (gato, cachorro, quem estiver mais perto). Esse assunto está surgindo só agora porque só agora ela está prestando atenção pra valer no que está ao seu redor (leia-se vendo o mundo além do peito da mamãe). É um tal de estirar a mãozinha pra agarrar os bichinhos, coimailinda! Como tudo pra ela é botável na boca, ela agarra com vontade os pelos dos pobrezinhos e puxa. O que vier na mão, vai pra boca.

Ah, fique com dó não, e nem ache que os bichinhos estão sendo mal tratados. Pra quem convive com gatos é fácil entender que quando eles não querem, nem chegam perto! Inclusive isso muito me surpreendeu: ver alguns dos gatinhos se aproximando da Isis. Eles não têm medo dela, sabem que ela faz parte da casa e também acho que entendem que ela é um filhote. Sendo assim, eles têm a maior paciência com ela. Chegam perto, fazem carinho nela, deixam ela arrancar-lhes o couro experimentar tocar neles, uma graça. O Luke não é tão amistoso assim, só sabe brincar com criança grande, mas está sendo mais tolerante do que eu imaginava.

Quando eles - cão e gatos - não estão mais afim de brincadeira, saem de perto, simples assim. Como Isis ainda não consegue ir atrás deles, precisa de mim como veículo, claro que eu respeito a tolerância deles e deixo que eles se afastem.

Considero extremamente saudável a convivência da minha filhota com os bichinhos. Ela aprenderá com eles a ter respeito, a observar limites, a trocar carinho, a considerar toda forma de vida. Fora que existem estudos que mostram que a criança que convive com animais desde sempre têm menos chances de desenvolver alergias a pelos. Maravilha, todos felizes!

Semana passada fizemos lindos registros da minha pequena brincando (a la Felícia) com alguns dos gatinhos. Não consegui registrar ela tentando brincar com o Luke, geralmente ele sai de perto dela na primeira tentativa dela em puxar-lhe o pelo fazer-lhe um carinho, não dá tempo de ligar a câmera e tirar a foto. Muito bonito ver a interação entre eles, pra mim os seres de alma mais pura que existem (bebês e animais). Que ela cresça aprendendo a amar e respeitar a vida, de humanos e não humanos!

A propósito: mães que desejam dar aos seus filhotes a aportunidade de crescer junto aos bichinhos, façam como eu, não compre, adote. Assim você estará ensinando ao seu filho que amigo não se compra e que podemos ser solidários e empáticos com os outros (inclusive de outras espécies, por que não?). Existem muitas ONGs que fazem o belo trabalho de resgate e recuperação de animais pelo Brasil (e mundo ) a fora. Dê essa oportunidade a seu filho e a um bichinho!