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domingo, 29 de janeiro de 2012

Retomando

Tanto tempo sem escrever nenhuma linha aqui. Não por falta do que escrever, mas por tanta, tanta coisa e pela dificuldade em escolher por qual assunto começar. Me sentia muito em falta por estar deixando de fazer preciosos registros sobre os dias que se seguiram desde que minha pequena filha completara 1 aninho. Afinal, é para ela que guardo esses registros, desejando que ela leia e conheça meus sentimentos, minhas impressões, minha aprendizagem acerca da maternidade. E também meus medos, minhas dúvidas, minhas dores. As alegrias, o brilho.

Tentar fazer o registro dos primeiros meses de uma criança não é tarefa fácil. Como transformar em letras as cores, o perfume, as sensações da primeira infância? Um mundo em 3D traduzido em meras palavras escritas? Cabe? Hum, acho que não cabe não. Aí por isso nosso espaço foi ficando de lado, foi ficando, foi... foi, mas agora voltou! Porque ainda que faça um retrato parcial, será um bonito retrato.

Nesses últimos meses tenho visto meu bebê se transformando em uma criança levada e esperta. Isso provoca sentimentos antagônicos em mim. Se por um lado desejo vê-la grande e independente, por outro gostaria de poder fazê-la caber todinha em um único dos meus braços, tal como era quando acabara de nascer.

Ainda ontem eu conversava com uma amiga e dizia que tinha a seguinte sensação: parecia-me que até completar um ano as crianças vivem pra desenvolver o corpo, crescer fisicamente. E que a partir daí começam a desabrochar, a aflorar, a buscar a comunicação com as pessoas ao redor. E de como eu achava isso lindo. Eu sei que não existe linha divisória, eu sei. A criança não dorme com 364 dias e acorda no seu 365º dia um ser falante, cantante e sorridente, não é assim. Eu sei que as coisas se processam paulatinamente, sei que desde o momento que nasce o bebê procura se comunicar (o que é o choro se não isso?), interage do seu jeito (tenho uma linda foto de Isis em suas primeiras horas de vida procurando o meu olhar). Mas é que pra uma mãe, pelo menos pra uma mãe babona, boba e deslumbrada como eu, parece que acontece tudo de repente. Plim.

Minha filha conversa conosco de maneira espantosamente linda. Tem um vocabulário bastante razoável, conhece o nome de uma porção de animais, de frutas, de objetos. E compreende muito além do que seu aparelho fonador lhe permite articular. Naturalmente vai se interessando por descobrir as características dos seres, das coisas, dos objetos. Tem uma sede de descobrir o mundo. E, como sempre, ela não para! Seu corpo traduz em ações a velocidade dos seus pensamentos. É muito rápida a mocinha.

Apesar de tão novinha e dos estudos mais genéricos afirmarem que é bastante natural que uma criança na sua idade não deseje compartilhar o que possui, minha pequena é muito generosa, distribui seus brinquedos, permite que seus amiguinhos brinquem com eles (pelo menos tem sido assim até aqui). O único problema é que ela acha que as outras crianças automaticamente lhe dão o direito de usufruir de seus brinquedos também, hohoho.

Se antes eu me angustiava sem saber se estava no caminho certo no tocante à sua alimentação, hoje tenho certeza que sim. Eu escolhi o caminho do meio e não acho que é o mais fácil não. Decidi que, vez ou outra, permitirei sim que ela coma alguma coisa que não é parte de um cardápio ultra saudável. Mas que muito mais vezes oferecerei frutas, legumes, verduras, alimentos integrais. Fico muito contente quando vejo-a devorar tomate ou comer uma banana cheia de alegria e satisfação. Ela ama arroz integral. Aprendeu com a vovó a apreciar uma laranjinha. Ah, fico vaidosa sim, vai! Algumas coisas nunca ofereci e nem pretendo. Refrigerante por exemplo. Sim, eu tomo sim, mas não ofereço, bem assim mesmo. E quando ela pede eu não dou, digo "esse é da mamãe" e pronto. É provável que ela venha a experimentar em breve, ainda que não seja na minha presença. Mas não vejo motivo pra estimular ou antecipar esse momento. Não vejo isso como radicalismo, pra mim é questão de bom senso mesmo e por enquanto prefiro evitar. Se alguém faz diferente, beleza! Não discordo, façam como quiserem. Com minha filhota e em minha casa está funcionando bem assim e me sinto feliz com essa escolha.

As noites estão bem melhores. Tem acordado muito pouco no decorrer da madrugada, geralmente por sentir algum incomodo concreto, como o calor. O mais difícil é ajudá-la a adormecer, a pegar no sono. Dormir cedo nunca foi a praia dela e nisso paguei a língua legal. E até hoje não sei precisar se ela dorme tarde porque eu não soube estabelecer uma rotina, pelo estilo de vida já estabelecido na casa ou porque ela tem hábitos mais noturno e pronto (ou se é um pouquinho de cada coisa). Mas na maioria das vezes tenho sobrevivido!

Olho pra ela e não sei como defini-la. É ainda um bebê? Sim! Usa fraldas, é totalmente dependente, não desenvolveu de maneira plena a comunicação oral. Não toma banho só, não escova os dentes só, não sabe quando vem a vontade do xixi ou do cocô. Por outro lado compreende uma porção de coisas que falamos, antecipa fatos, usa ainda que de forma limitada a comunicação oral. Está transitando entre seu mundo bebê e seu mundo criança. E é lindo demais está perto, acompanhar, estimular, testemunhar minha florzinha desabrochando. É uma baita responsabilidade ser a cuidadora desse botão que aflora. É uma tarefa árdua, desafiadora. E deliciosa.

Filha, são 591 dias de muita dedicação a você (mais, se contarmos o tempo que você estava dentro da minha barriga e mais ainda se contarmos o tempo que planejei você). Os dias mais encantadores, apaixonantes e loucos da minha vida. Sei que cometi muitos erros, mas acredito que a busca pelos acertos sobrepuja minhas falhas. Eu reconheço cada uma delas e procuro superá-las. Não é fácil ser mãe. Mas é encantador! Amo profundamente você, meu anjo bom!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tá chegando!!!

Há um ano eu era um poço ambulante de ansiedade. Mas também de felicidade e de orgulho, exibindo um barrigão imenso e lindo. Quem sou eu hoje? Ansiosa? Claro, essa sou eu! Mas o orgulho e a FELICIDADE são muito maiores! Ah, eu tenho sim a filha mais perfeita e maravilhosa do mundo, dá licença! Eu tô de um jeito assim... que nem consigo dormir de tanta coisa (boa) que sinto dentro de mim!

Porém... vida real, preciso dormir, acordo cedíssimo e em algumas horas estarei diante das responsabilidades do novo dia, da nova semana. Uma semana especialíssima, sem dúvida alguma... semana na qual completamos um aninho de tantas coisas novas! É já, é já! E merece um post mega-ultra-hiper especial! Eu volto e registro!

É muito amor, eu precisava compartilhar!

sábado, 28 de maio de 2011

10 e 11 meses

Ah, eu protelei mesmo! Não consegui falar sobre o 10º mês, fiquei meio perdidinha. Tão pertinho da minha pequena fazer 1 aninho que fiquei atônita! Mas é, o tempo passa e pronto. Se não aproveitar, dançou. Eu tenho aproveitado muito e muito!

Minha pequena tornou-se uma andarilha no mês passado. Claro que ainda não são aqueles passos seguros que só a experiência traz, mas adora dar umas voltinhas à pé, diferente da mãe. Ainda curte muito engatinhar. "Corre" engatinhando, olha pra trás como que nos desafiando a ir atrás dela e continua "correndo". Linda, né?
Fica na pontinha do pé pra alcançar o que deseja (com apoio, né?). Nunca vi tão arteira! Adora uma novidade, descobrir coisas, observar causa e consequência. Ah, e se deixar ela sobe em tudo que tiver uma altura acessível, um perigo!!!

Aprendeu a fazer tantas gracinha! A do mosquitinho (eu falo pra ela que o mosquitinho faz pic-pic-pic, com movimento de pinça na pele dela... papai perguntou e ela mostrou como é). Chama o gatinho (faz gesto com a mão e faz um "pshiui", hehehe). E fala e mostra a lua (uu-ah), mostra a chuva (upba). Balbucia o nome dela, faz um esforço lindo de se ver. Faz a "caretinha linda" (que é uma cara sapeca apertando os olhos e a boca). Dança nas aberturas de programas de TV, não pode ouvir nenhum som diferente que já começa a dançar (meu irmão amolando uma faca e minha mãe lavando umas tampas de panela foram motivos pra ela dançar). É, ela tenta imitar a mão da Beyonce naquele uo-o-ou que ela faz em Single Lady (mea culpa, eu acho bonitinho aquele video do bebê dançando essa música e de tanto assistir acabei ensinando isso pra ela, rá).

Ah, e tem o dentinho que chegou e eu já falei sobre ele. Um só mesmo (na verdade meio, não saiu todo ainda). Tá dando um trabalhão limpar esse dente, ela dá baile na mamãe, mas uma hora a gente se afina.

Tem mais, muito mais. Ela aprende muito rápido, demonstra afeição e descontentamento, é sapeca, carinhosa e teimosinha, curiosa e reinona! E linda! E perfeita. Nem vou falar mais nada, não caberia em um post não!

É muito bom ter minha menino enchendo a minha sala, minha casa e meu coração. Preenchendo essa sede de cuidar e amar sem limites. Amar a mãe, amar o marido, um sobrinho ou uma causa tem dimensões enormes e nobres. Mas amar um filho é inominável, imensurável, inenarrável!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O amanhã do hoje (ou o hoje de amanhã)

Eu vou sentir falta desse tempo.

Tempo em que você sorri ao me ver e chora quando vou embora (ainda que por alguns minutos).
Terei saudades dessa época em que você cabe todinha nos meus braços.
Com certeza sentirei muita falta de tua boca banguela (ainda!), dos balbucios incompreensíveis,
dos chorinhos consolados com peito e afago e até dos chorinhos inconsoláveis.

Vou me lembrar de quando minha presença é algo tão importante pra você quando comer e beber.
E as vezes minha presença é alimento mesmo, não é? Alimento pro corpo e pra alma. E vou sentir falta!

Eu já penso no futuro e choro pensando nele. Não é um choro de tristeza não. É um choro de mãe.
E choro de mãe não tem muito com o que comparar. Mas explicando assim, por alto, é um misto de orgulho, felicidade e dor, tudo ao mesmo tempo.

Não vou esquecer nunca dos teus primeiros: primeiro banho (de banheira, de balde, de piscina, de mar e de loja). Vou lembrar pra sempre do teu primeiro sorriso. E teu primeiro choro, meu primeiro segundo como mãe? É possível esquecer? Não! Nunca! Primeiras palminhas, primeiras quedas, primeiros acenos, primeiros beijinhos jogados ao ar! Ah, como é bom!

Vou fechar os olhos e lembrar como é/era bom sentir teu cheiro de nenê madrugada adentro. Olhar pro lado e ver seu rostinho inocente e despreocupado, que dorme o melhor sono do mundo. E vou lembrar de tuas mãozinhas, que procuram de um lado o papai e do outro a mamãe.

E essa euforia sem par na hora de dormir (e na hora de acordar)? De onde vem tanta energia? Será que vem do amor do qual nos nutrimos? Qual o segredo dela? Seria mamar no peito? Seria a comidinha que preparamos e oferecemos com amor e alegria? (Bocão, abre bocão cantarolado pelo papai...).

É por isso, é por tudo isso, que o poetinha cantava assim "Menininha, não cresça mais não, fique pequenininha na minha canção"*. Ele estava certo, estava coberto de razão...

Ah, menina... o mundo é grande, somos pequenos. E você? Menorzinha ainda. Pequenina, miudinha.
Olha, menina dos olhos lindos, menina dos meus olhos: você vai crescer, vai me dizer "eu já sou grande". Mas saiba que há um lugar onde você caberá pra sempre, pra sempre. Meu coração!

Eu te amo profundamente!!!

*Valsa para uma menininha, de Vinicius de Moraes.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Reveillon - Nasceu 2011

Eu tinha dúvidas sobre como seria o primeiro reveillon com minha pequena fora da barriga. Eu achava, antes de ser mãe, que bebê dormia e acordava na hora que a mamãe queria/precisava. Tive 6 meses e uns dias antes do término do ano pra descobrir que não, não é bem assim! É tudo bem diferente, como tinha de ser, é claro: bebê dorme e acorda quando tem vontade, simples assim. Ou não tão simples, afinal, como todas as outras coisas da vida de um bebê, ele está em fase de aprendizagem. E está aprendendo a dormir também.

Descoberta feita, percebei que seria "arriscado" querer ir para longe de casa num dia onde todas as pessoas esperam dar meia noite - bem tarde pra hora que minha bebê costuma dormir -, principalmente indo para um lugar onde não haveria um espaço para acomodá-la no caso do sono chegar (é assim na casa da minha mãe, onde provavelmente eu iria). "Arriscado" porque ela fica bem enjoadinha quando o sono bate. E esse bate as vezes quase parece literal de tanto que ela é capaz de chorar se não for "colocada" pra dormir.

Confesso que fiquei bem triste por saber que não ia estar junto de outras pessoas queridas nesse dia tão marcante, que tanto gosto de festejar. Cheguei a chorar até. Depois resolvi desencanar e planejar como seria esse dia e essa noite. Fazia questão que fosse especial, mesmo que simples. Íamos passar nós três, juntos, a virada de ano 2010/2011, a primeira da Isis fora da barriga. Íamos...

Acontece que, para nossa grata surpresa, minha cunhada, irmã mais velha do maridão, resolveu vir passar conosco o final de semana. Fiquei apreensiva por alguns minutos, pensando se tudo funcionaria legal , medo (ai, coisa crônica que me acompanha) de algo sair do controle no dia ohmeudeus, o que poderia sair do controle????). Mas essa apreensão durou pouco, muito pouco. Passei a acreditar que tudo seria perfeito, que tudo daria certo e seria lindo.

Dias antes do 31 de dezembro conversei muito com a minha pequena, explicando que quando ele, o 31, chegasse, seria um dia especial e diferente. O último dia do ano que ela nasceu. E que chegaria um ano novinho, mais novinho do que ela. Fui falando como seria legal conhecer a titia que mora longe, dizendo que nesse dia as pessoas ficam tão entusiasmadas que soltam fogos - todas ao mesmo tempo, à meia-noite. E eles fazem um barulhão, um "bum!" bem alto. Ela achava engraçado a minha onomatopeia e ria.

Dia 31 chegou, a titia também. Nós 4 jantamos (eu, a pequena, papai e a titia da pequena) - na verdade nós 3, Isis só olhava, ainda que abrindo a boquinha vez em quando e fazendo "a". Jantar gostoso, feito por mim com carinho. Minha pequena tranquila, muito tranquila. Fiquei espantada, minha pequena é muito apegada à sua hora de dormir, mas ela veio e foi-se sem que Isis se interessasse por ela. Parecia querer curtir a chegada da titia. Tudo bem, mas por via das dúvidas deixei tudo pronto para quando ela sentisse vontade de dormir.

Depois que jantamos e batemos um papo, meu irmão ligou. É, o pai da minha sobrinha linda. Disse que não sabia que estávamos em casa e que, nesse caso, estava(m) à caminho. Minutos depois chega a miss fofinha da titia com minha cunhada e irmão. Isis e a priminha brincaram muito! E cadê mesmo o sono da Isis? Adiado mais um pouquinho.

O clima em casa estava delicioso, conversa sendo jogada fora, animada. Crianças sorrindo, muita luz nas portas de todos os vizinhos. A hora passando e chegou meia noite, mas não na minha cidade, que não participa do horário de verão. A partir daí comecei a torcer para que a pequena conseguisse manter-se acordada, sorridente e serena como estava pra esperar o ano acabar.

O sono começou a pegar no pé dela, mas de mansinho. Minha bebê linda não ficou nervosa, agitada. Estava muito tranquila, parecia que previa que algo muito bom estava pra acontecer, e que merecia investir um pouco do seu descanso em favor desse momento. Agora faltava pouco pro novo ano chegar, uns 15 minutinhos. E cada vez menos.

Na porta de casa, esperávamos ele chegar. E ele chegou, 2011 chegou. Muito festejado, como todos os seus irmãos passados. Minha boneca ficou impressionada com o que via e ouvia. Fogos colorindo o céu e fazendo muito barulho. Ficou um pouco receosa, me olhou apreensiva, me apertou mais forte e eu dizia "são os fogos, filha, lembra? "bum!"". Ela esboçava um sorriso, mas faço ideia do quanto aquilo deve ter parecido grandioso pra ela. Porém, uma coisa é certa: ela percebeu a minha felicidade e também estava muito feliz!

Após o tilintar das taças, fui organizar o banho da pequena. O melhor da festa é esperar por ela, não é mesmo? A nossa foi mais que perfeita, muito mais do que eu podia imaginar! Mas era preciso ajudar a minha filhota a dormir, não abusar da sorte e nem deixá-la cansadinha demais. Fui rapidíssima preparando o banho, mas eis que para minha surpresa again, Isis já havia adormecido. Sim, dormiu sem ser embalada, sem mamar, sem chorar. Ela devia estar tão extasiada quando eu. Por isso dormiu lindamente no colinho do papai. Assim, "porquinha" mesmo, troquei sua roupinha e coloquei-a pra dormir. Uma noite linda e tranquila de sono, interrompida apenas por uma mamada - ela estava com fome, coitadinha. E pronto, lindo soninho, tranquilo, pacífico e cansado.

Aprendi algumas coisas com essa passagem de ano: que nem sempre é preciso planejar para que as coisas deem certo. Que as coisas mais maravilhosas da vida são as mais simples. Que quando pessoas que amamos estão do nosso lado qualquer momento é especial. Que felicidade e alegria são contagiantes.

Depois disso tudo, descobri que a palavra reveillon tem um significado muito lindo. Vem de um verbo francês (réveiller) que traduzido para o português quer dizer despertar. Foi exatamente isso que aconteceu comigo nessa passagem de ano: um despertar. Uma certeza tão grande e uma convicção tão forte de que tudo vai ser ainda mais feliz e dará tão, tão certo. Não tenho um óculos cor-de-rosa pra achar que não haverá dificuldades, eu sei que elas chegarão. Mas minha atitude diante delas é outra, já é outra, mudei!

O grande marco da mudança da minha vida chama-se Isis. Posso dividir a minha vida em antes e depois de ser mãe. Já há mais de um ano ela é presente em minha vida, há mais de 6 presencialmente e fora da barriga. Cada vez menos dependente fisicamente, mas cada dia mais apegada a mim e eu a ela. Chega a doer o amor que sinto, chega a me emocionar enquanto escrevo. Não é fácil, mas é tão bom, tão forte!

É, filha amada... descobri que minha virada de ano, meu reveillon, meu despertar... é você! Te amo profundamente! Feliz 2011 para nós!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal, Feliz Natal!

Essa época do ano me deixa toda boba. Começo a pensar no que passou e no que virá. Olhando pra trás, percebo que cresci, aprendi e vivi nesses últimos meses mais do que em toda minha vida, sem exagero nenhum. O nascimento de um filho é algo tão espetacular, transforma - se a gente se permitir - a vida de uma maneira tão profunda que a gente até esquece de como era a vida antes.

Ano passado eu pensava em nascimento nessa época, o nascimento do meu filho - que eu nem sabia ainda que seria uma menina. Pensava em como seria o parto, como ela seria. E pensava também "ano que vem ele/a estará comigo, nos meus braços. O "ano que vem" chegou, nascemos nós duas. Ela nasceu de corpo, eu de alma. Antes éramos as duas em um só corpo, agora somos as duas em um só coração e pensamento.

A experiência de gestar foi fantástica e transformadora pra mim. Depois que minha filhota nasceu eu percebi que  maternar era algo ainda mais transformador, arrebatador mesmo. Nossos primeiros meses foram difíceis, a adaptação foi dura. Ela chorava muito e eu também, claro. Acho que sentíamos falta da mesma coisa: de quando nosso corpo era uma coisa só. Mas fomos aprendendo a viver desse outro jeito, entendendo que ainda somos um coração só.

Hoje  tenho ao meu lado uma menina sorridente, comunicativa, cativante. Onde chega ela vira o centro das atenções, atrai todos os olhares. Se ninguém olhar espontaneamente ela encontra um jeito de chamar atenção. Sempre consegue.

Mas esse não deveria ser um post sobre o Natal? Mas e então, o que é Natal? Não é nascimento? Posso afirmar sem medo que o Natal/nascimento da minha filha trouxe um novo sentido pra minha vida. Foi um Natal pra mim também, em pleno 17 de junho!

Esse ano iríamos ficar em casa, curtir a três o nosso Natal. Mas recebemos o convite pra passar esse dia especial na casa do meu irmão - titio da Isis - e é claro que não podíamos privá-la de passar seu primeiro Natal em família, junto de sua priminha. Ainda não sei como será, minha baixinha é muito afeiçoada à sua rotina. Pode ser que ela chore na hora de dormir e tenhamos que voltar pra casa; mas estou torcendo pra que tudo seja tranquilo, que ela aceite numa boa ficar na casa do titio. Aliás, conversei bastante sobre isso com ela, expliquei que amanhã é um dia especial, de festa, de família. Vejamos como será. Seja como for, com ou sem choro, voltando ou não pra casa por conta disso, será perfeito. Porque tenho comigo o melhor e mais especial presente de Natal do mundo!!!


2010 me trouxe o presente mais precioso. Que esse presente cresça e me faça crescer em 2011. Amor eterno, infinito, imensurável!!! 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Respeito é uma das faces do amor

Minha filhota acabou de pegar no soninho. Ela não costuma dormir tão tarde não. Geralmente fazemos uma sequência de eventos pra ajudá-la a prever que é hora do sono: shantala + banho morninho + mamar = dormir. Mas hoje não deu muito certo. E o mesmo ocorreu há dois dias.

Fico me perguntando o que houve pra que ela tenha despertado de perdido o sono. Anteontem  ela chegou a cochilar após o "ritual" e depois de 1 hora de sono - ainda comigo no quarto - acordou como se tivesse dormido uma noite inteirinha. Ontem seguiu a rotina de todos os dias. Hoje, novamente, não.

Hoje ela havia dormido mais do que frequentemente dorme durante a tarde: dormiu das 15h e uns minutinhos até quase 18h. Cerca de 2 horas e meia. Eu sabia que isso iria afetar o sono da noite, mas acho um desrespeito acordar alguém, não gosto de ser acordada sem necessidade e não é porque minha filha é um bebê que não merece o mesmo respeito.

Pois bem, acordou tarde para o passeio vespertino, mas mesmo assim trocamos a roupinha dela e saímos para uma volta no quarteirão com pit stop na padaria. Geralmente ela fica meio enjoadinha durante a hora do nosso jantar - meu e do papai dela - mas hoje ela estava "de boa". Após o jantar, seguimos os passos típicos de organização da casa pra ela dormir, mas deixei que ela ficasse acordada um pouco mais de tempo, para que o sono chegasse com vontade. Ela não demonstrou cansaço, então, por conta do horário, decidimos mesmo assim seguir a rotina do sono.

Fiz a massagem dela sem que ela reclamasse. Oba! Nos últimos dias eu até já havia pensado em desistir de fazer a shantala, mas hoje ela aceitou, curtiu, sorriu, ficou feliz - e esse é o objetivo. Depois dei seu banho morninho com chá de camomila na água. Em seguida, mamar no quarto já escurecido. Achei que o sono viria fácil, uma vez que no banho ela já havia choromingado. Ledo engano. O choro era de fome! Eu já desconfiava, pois ela havia mamada fazia umas 4 horas, estava faminta (o padrão dela é mamar em intervalos de 2 horas e meia, em média).

Conformada com o não sono dela, resolvi sair do quarto até que o sono dela chegasse, procurando me ocupar de outras atividades. Num dado momento ela começou a choromingar de novo. Eu, crente que era sono, pedi ajuda do papai para dar-lhe mais um banho - ela estava molhada de suor - e tentar "fazer-lhe" dormir. Na hora de colocar a roupa pra dormir, Isis começou a coçar os olhinhos fechados. Eu tinha certeza que era o sinal perfeito de que ela estava com sono mesmo. Mas algo estranho aconteceu.

Entrei no quarto com ela e, como sempre, coloquei-a pra mamar, mas ela não quis. Começou a chorar, primeiro um chorinho, depois um chorão! Tentei o outro peito, nada. Coloquei-a na cama, ela elétrica. Começou a brincar, balbuciar, rolar, rastejar pra trás (nova habilidade que está em treinamento, coisa mais linda!). Eu fui ficando nervosa, tentando não demonstrar pra ela esse nervosismo. Acho que bebês têm radares ultra-super-mega poderosos e ela deve ter sacado que eu estava nervosa. Depois de tentar o uso de todas as suas habilidades, minha bebê começou a chorar um choro que crescia. Ia ficando maior e mais forte.

Dei colo, peito, o outro peito. Um ombro, o outro ombro. Fiquei em pé com ela, ninando. Nada fazia o choro parar. Nada. Nada! Eu comecei a ficar preocupada. Percebi que ela nem abria o olho durante o choro. Estava exausta, coitadinha, e não conseguia dormir. Fui até a cozinha e falei pro marido, que estava no banho, que estava preocupada com tanto choro e que, caso não cessasse, eu iria levá-la para o hospital. E o choro continuava.

Voltei pro quarto com ela em prantos desesperados (e desesperadores) e deitei com ela do meu lado, última coisa que fazemos todos os dias antes dela dormir, ato que se repete sempre que ela acorda de madrugada. Milagre. De repente o choro cessou, ela acalmou-se e dormiu em poucos minutos.

Fiquei pensando: tudo que ela queria era a segurança de sempre para poder dormir. Ela tentou fazer de outras formas, usou todas as habilidades que possuia, mas não conseguia dormir. Nem meu colo acalentava ela, ela sentia que faltava algo, se desesperou porque não sabia me comunicar isso. Imaginem a angustia que isso deve gerar para o meu pequeno ser.

Fiquei pensando também na triste sorte do bebê de quem acredita que bebês fazem manhas, que bebês precisam chorar pra dormir, que se deixar chorar eles se acostumam e dormem. Minha filha tinha uma necessidade real: precisava de ajuda para dormir. Pense comigo: se ela tem fome eu alimento-a, se ela não sabe assear-se eu dou seu banho e troco a sua fralda, se ela não sabe andar eu carrego-a. Mas se não sabe dormir eu deixo-a chorando?

Mãe não adivinha necessidades não. Mãe observa o filhote e tenta entender o que ele precisa. Não é fácil, afinal nos conhecemos há tão pouco tempo! Mas hoje fiquei muito feliz por ter conseguido perceber que tudo que ela precisava era da segurança de deitar-se do meu lado, juntinho de mim, no meu peito, para que o sono chegasse e ela se entregasse a ele.

Apesar do choro desesperado que presenciei, não sai do seu lado, não a abandonei à própria sorte. Acalentei-a e conversei com ela durante o choro. E, quando ela acalmou-se, expliquei pra ela que estava tudo bem e que ela podia ficar tranquila, que eu não havia compreendido o que ela precisava, mas que agora eu sabia e que ela teria. Mas que, mesmo antes, ela estava protegida e estava tudo bem.

Espero que ela se sinta segura não só por agora, mas que cresça confiante, sabendo que tem com quem contar, alguém que a ama incondicionalmente, mesmo quando não compreende suas necessidades de imediato. Alguém que vibra de felicidade quando descobre o que ela precisa e pode dar de maneira desmedida.