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sábado, 5 de março de 2011

Papinha's day

Tá, em casa de bebê com mais de seis meses e menos de um ano pode-se dizer que todo dia é dia de papinha (igual àquela música "todo dia era dia de índio", né? - affffffff, nada a ver!). Mas hoje é/foi papinha's day porque é/foi dia de preparar papinhas.

Ser mãe e trabalhar fora são coisas bem difíceis de conciliar. Eu achava que, por trabalhar muito perto de casa e ter horário de almoço integral pra família eu ira conseguir dar conta de fazer a comida de todos que moram nesse humilde lar todos os dias. Comida boa, em gostosinha, todo dia fresquinha. Ledo engano! Dá tempo nada! Chego em casa nenê quer colo, mamãe tá cansada, as vezes mal dá tempo de comer, ora se consigo preparar comida.

E aí, o que fazer? A solução pra mim foi congelar a comida da pequena (e comprar a minha e do marido, ¬¬). Faço a comidinha da minha filhota pra aproximadamente 20 a 30 dias. Claro que sempre que consigo um tempinho extra vou pra cozinha inventar algo fresquinho que ela goste, mas nem sempre dá, quase nunca pra falar a verdade.

Ok, tudo bem, essa crise eu já superei, rs. Agora vamos ao dia de hoje. Bem, eu vinha fazendo as papinhas da seguinte forma: cozinhava as carnes (separadamente, claro) com os temperos (tomate, cebola, essas coisinhas) e  os vegetais, cereais e cia eu cozinhava separadamente. Ficava, claro, tudo com gosto de cabo de guarda-chuva.  Depois eu saia fazendo as combinações, dava um trabalho impressionante! E estava bem difícil da pequena curtir. E assim mamãe se frustra, né? Afinal tanto tempo, dim-dim e carinho investidos para serem desperdiçados? Assim não pode, assim não dá!

Hoje mudei de estratégia. Resolvi selecionar algumas receitas e cozinhar a receita toda de uma vez, cada uma na sua panelinha, ficou pronto=mamãe congela, sacou? Fiz papinha de mandioquinha, de hortaliças, de mandioca, de beterraba, de ervilha e de frango com arroz (tipo canja). E que ninguém torça o nariz pra nenhuma delas, ficou tudo uma delícia! A de mandioca minha pequena comeu no jantar e bateu pratão, iupi! Ficou mesmo uma delícia e foi o meu jantar também.

Falando assim parece que foi tudo rápido e sem trabalho nenhum, mas não é bem assim não. Comecei no meio da tarde e terminei por volta das 21h. E com ajuda, viu? Nesse intervalo de tempo, claro, aquelas paradinhas básicas pra dar banho na bebê, limpar caquinha da bebê, dar frutinha da bebê, fazer bebê dormir, dar mamar pra bebê.

O grand finale é uma confissão: processei tudo no liquidificador. Prontofalei! Minha filha não curte outra textura, é sempre uma guerra pra ela comer com pedaços ou com a papinha amassada no garfo. Me rendi aos seus "caprichos" e cedi à textura da comida que, até então , era a preferida dela: papinha industrializada.

Antes que alguém #mejoguenacruz, ressalvo que ela não come Nestlé todo dia não (mesmo porque nem cabe no meu bolso). Mas toda vez que ela come, ama! Eu andava meio enciumada com isso, mas percebi que o problema das papinhas aqui de casa tinham a ver mais com textura do que com sabor, então agora tô relax. Ah, e eu tenho uma explicação para a preferência da minha pequenina: ela tem quase 8 meses e nenhum dentinho na boca. Eu até pensei que eles chegariam antes do que acontece comumente com os bebês, mas foi alarme falso.

Claro que vou estimular a mastigação, sei da importância disso, mas vou fazer com outros alimentos (por exemplo, as frutas ela aceita numa boa só amassadinhas, as vezes quer comer a fruta sozinha, um perigo porque mesmo sem dente a gengiva é forte e as vezes ela consegue extrair um pedação, rs). Mas por enquanto vou respeitar essa preferência dela, mês que vem eu tento de novo uma textura mais sólida.

Bem, estão lá as papinhas, devidamente colocadas no congelador, esperando o dia de serem consumidas. E ficaram deliciosas! Hummmm!

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Update para os curiosos:
As papinhas! Ela adorou todos os sabores (e eu também).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A primeira papinha

Os preparativos já vem sendo feitos há dias. Peneira de inox que vovó deu, uma tal de autoclave culinária que peguei emprestada dela também. Dias pra escolher o cardápio, decidir como iria começar. Papinha doce ou salgada? Repetir a mesma papinha por alguns dias? Ou variar o sabor nos dias seguintes? Textura da papinha, qual oferecer? Acrescente leite materno? Ponho sal ou não? Azeite ou manteiga? E se der dor de barriga? E se der gases? E se prender o intestino? E se soltar demais? Isso tudo sambou pela minha cabeça. Mas as coisas acontecem, dias esperados chegam, é apenas uma questão de tempo.

E o dia enfim chegou. Defini algumas coisas: escolhi abóbora para começar. O principal motivo foi o sabor adocicado. Eu não ia acrescentar mais nada, mas aí pesei, refleti, conclui: vou sim, vou colocar um caldinho de carne pra enriquecer. Mas carne sem sal não tem o melhor sabor do mundo. Mesmo assim, optei por não colocar sal. Coloquei temperos naturais e de sabor não muito forte: um pouco de cebolinha verde e um pouco de salsinha.Pronto, assim cozinhei carne (colchão duro em pequenos pedaços), salsinha e cebolinha, os três juntos com um pouco de água. A abóbora cozinhei sem água, só no vapor da carne. Também sem sal. Ah, e com a casca. Lavei bem com uma escovinha e coloquei pra cozinhar.

Depois da abóbora cozida (na panela autoclave culinária que vovó emprestou), retirei a casca, passei pela peneira (que a vovó deu). Virou uma pastinha de consistência leve. Acrescentei um pouco do caldinho da carne, passando pela peneira também. Por fim, acrescentei um pouquinho de azeite de oliva extra virgem, pra dar sabor, acrescentar caloria de boa qualidade e ajudar a equilibrar a papinha, pois pelo que li abóbora é constipante e o azeite é laxativo.

Feito isso, fomos ao que interessa: oferecer a comida à pequena. O primeiro olhar foi de curiosidade. Abriu a boquinha de bom grado. Depois foi uma série de caretas engraçadíssimas. Ela simplesmente não entedia o que estava acontecendo. Novidade grande, né? Sabor diferente, jeito diferente de se alimentar. Ela comeu assim umas duas colheres. De chá. Mas tudo bem, surpresa grande seria se ela gostasse muito e tivesse "batido um pratão". Vamos com calma e paciência que tudo se ajeita.

Ela fez uma deliciosa bagunça. Tinha papinha por tudo quanto era lugar do rostinho. E nas mãos. E nos pés! Por fim ela acabou chorando e não quis brincar mais disso. Nessa hora parei, não insisti. Não deve lá ser algo muito bom ficar forçando um bebê a comer. Imagina as consequências disso? Melhor parar quando ela demonstra que chegou no limite.

O sabor não ficou ruim não. Não mesmo, ainda que eu não tenha posto sal. Faça o teste: a abóbora tem um sabor delicioso e uma cor linda, não precisa de mais nada. Como ela nunca experimentou sal, óbvio que não tinha referência, portanto não sentiu falta dele.

Depois da papinha foi necessário um banho - nela e na roupinha que ela usava (um babador fofo pra sair na foto e uma calcinha "bunda rica", que se você não sabe o que é é porque não mora no Nordeste). Depois do banho? O velho e bom leitinho da mamãe, acompanhado de um cochilo aconchegado nos braços dela (que soy yo). Isso sim é que é comfort food!