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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

6 meses

Nossa, ela na verdade está com quase 7! Eu fico esperando a bendita consulta pediátrica pra poder registrar peso e altura da filhota, mas a médica resolveu tirar uns dias de descanso na primeira semana de janeiro precisou ausentar-se na semana para a qual estava marcada a consulta e esta só acontecerá daqui a dois dias. Mas sei lá, não quis esperar e preferi começar o registro, vai que ela adia a consulta de novo? Depois atualizo com um update no final da postagem.

Bem, mês mais que especial. É um marco, né? Afinal a partir do sexto mês o bebê costuma começar a alimentar-se não apenas de leite (no meu caso, meu próprio leite, a própria PPG, hehehe). Essa parte do desenvolvimento dela está passinho pra frente, passinho pra trás. Um dia ela come super mal, no outro come melhor. O fato é que aceita provar de tudo que eu ofereço, faz umas caretinhas, abre bocão pras primeiras colheradas, mas... fica enrolando pra comer depois de comer umas 4 ou 5 colheres (daquelas de bebês). Mas estamos indo, devagar e sempre. Felizmente ela adora água (importante no calorão que faz em minha cidade), mas engasga toda vez que bebe, tão afoita que é. Ah, ela continua mamando muito, em livre demanda.

Minha pequena aprendeu tanta coisa! Ela mal parava sentada há um mês. Agora, além de sentar sozinha, engatinha com "fluência" e já fica em pé sozinha. E foi no finalzinho do ano passado que ela aprendeu, hein? Não deu pra falar no assunto antes porque o post anterior era muito específico, falava no nosso primeiro ano novo. Um dia assim, do nada, eu coloquei-a no bercinho de apoio e ela - pluft - ficou de pé. A câmera estava pertinho e eu registrei! =)

A novidade mais recente é a "fala" dela, hehe. Antes ela "dizia" umas coisas não muito inteligíveis/intencionais. Agora - que lindo - ela fala mamamamã. Claro, quando está chorando, né? Pela minha conversa com outras mães de bebês com a mesma idade dela é bastante comum a gurizada só chamar a mamamamã na hora do desespero. Ela fala nessas horas um nenenenê também. É tipo um "mamãe, socorro, salva o nenê". Coisa mais linda! Confesso que algumas vezes já demorei um pouquinho mais pra "acudi-la" só pra ouvi-la falar o dialeto dela. Ah, pro papai não ficar com ciúmes ela também fala um papapapá. Geralmente quando acorda e está de bom humor. É mole?

Ela é super esperta. Né porque é minha filha não, viu? Mas faz tanta coisinha linda! Quando ela fica em pé (ela tenta escalar tudo que tenha apoio pra mãozinha dela), agora, ela tenta levar na mão um brinquedo. Posso? As vezes consegue. E fica em pé, com as mãos no brinquedo e apoiada pelos braços. É ou não é espertíssima? Brincar com dois brinquedos ao mesmo tempo? Passar de uma mão pra outra? Ih, isso ela já faz há tempos, desde o final do quinto mês! =)

Como li num desses blogs de mãe, não é fácil ser anjo da guarda! Sim, porque aqui em casa está aberta a temporada dos galinhos na cabeça. Ô dó! Hoje ela tombou numas dessas aventuras e bateu com a cabeça na parede. Não foi a primeira vez que se caiu, mas que apareceu um galo foi sim. Choro de nenê sara com carinho e peito. Coloquei um gelinho pra aliviar a dor e reduzir um possível edema. Claro que a gente fica com o coração na mão, pensa mil coisas. Mas respira e confia que está tudo bem.

Sabe, ela é destemida e auto-confiante (tem hífen?) pra valer! Ela não tem medo de cair. Aliás, não é que a garota sabe cair com classe (a maioria das vezes)? Algumas vezes que ela percebe que vai cair e amacia a queda, protegendo-se do impacto na cabeça. Falando bonitinho assim parece uma manobra de atleta (é quase, rs), mas na prática é mais simples (afinal ela é um bebê de 6 meses e 24 dias e consegue fazer).

Incrível como um mês de um bebê é cheio de marcos e coisas diferentes (enquanto o de um adulto pode ser monótono e sem graça, hehe). Cada dia uma novidade. Eu vou aprendendo junto, redescobrindo a vida. As páginas do livro da minha vida estão cada dia mais coloridas. Esse livro, é bem verdade, vai ficando também com "orelhas", alguns rabiscos, umas páginas até um pouco rasgadas. Mas não é que o saldo está valendo a pena?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Reveillon - Nasceu 2011

Eu tinha dúvidas sobre como seria o primeiro reveillon com minha pequena fora da barriga. Eu achava, antes de ser mãe, que bebê dormia e acordava na hora que a mamãe queria/precisava. Tive 6 meses e uns dias antes do término do ano pra descobrir que não, não é bem assim! É tudo bem diferente, como tinha de ser, é claro: bebê dorme e acorda quando tem vontade, simples assim. Ou não tão simples, afinal, como todas as outras coisas da vida de um bebê, ele está em fase de aprendizagem. E está aprendendo a dormir também.

Descoberta feita, percebei que seria "arriscado" querer ir para longe de casa num dia onde todas as pessoas esperam dar meia noite - bem tarde pra hora que minha bebê costuma dormir -, principalmente indo para um lugar onde não haveria um espaço para acomodá-la no caso do sono chegar (é assim na casa da minha mãe, onde provavelmente eu iria). "Arriscado" porque ela fica bem enjoadinha quando o sono bate. E esse bate as vezes quase parece literal de tanto que ela é capaz de chorar se não for "colocada" pra dormir.

Confesso que fiquei bem triste por saber que não ia estar junto de outras pessoas queridas nesse dia tão marcante, que tanto gosto de festejar. Cheguei a chorar até. Depois resolvi desencanar e planejar como seria esse dia e essa noite. Fazia questão que fosse especial, mesmo que simples. Íamos passar nós três, juntos, a virada de ano 2010/2011, a primeira da Isis fora da barriga. Íamos...

Acontece que, para nossa grata surpresa, minha cunhada, irmã mais velha do maridão, resolveu vir passar conosco o final de semana. Fiquei apreensiva por alguns minutos, pensando se tudo funcionaria legal , medo (ai, coisa crônica que me acompanha) de algo sair do controle no dia ohmeudeus, o que poderia sair do controle????). Mas essa apreensão durou pouco, muito pouco. Passei a acreditar que tudo seria perfeito, que tudo daria certo e seria lindo.

Dias antes do 31 de dezembro conversei muito com a minha pequena, explicando que quando ele, o 31, chegasse, seria um dia especial e diferente. O último dia do ano que ela nasceu. E que chegaria um ano novinho, mais novinho do que ela. Fui falando como seria legal conhecer a titia que mora longe, dizendo que nesse dia as pessoas ficam tão entusiasmadas que soltam fogos - todas ao mesmo tempo, à meia-noite. E eles fazem um barulhão, um "bum!" bem alto. Ela achava engraçado a minha onomatopeia e ria.

Dia 31 chegou, a titia também. Nós 4 jantamos (eu, a pequena, papai e a titia da pequena) - na verdade nós 3, Isis só olhava, ainda que abrindo a boquinha vez em quando e fazendo "a". Jantar gostoso, feito por mim com carinho. Minha pequena tranquila, muito tranquila. Fiquei espantada, minha pequena é muito apegada à sua hora de dormir, mas ela veio e foi-se sem que Isis se interessasse por ela. Parecia querer curtir a chegada da titia. Tudo bem, mas por via das dúvidas deixei tudo pronto para quando ela sentisse vontade de dormir.

Depois que jantamos e batemos um papo, meu irmão ligou. É, o pai da minha sobrinha linda. Disse que não sabia que estávamos em casa e que, nesse caso, estava(m) à caminho. Minutos depois chega a miss fofinha da titia com minha cunhada e irmão. Isis e a priminha brincaram muito! E cadê mesmo o sono da Isis? Adiado mais um pouquinho.

O clima em casa estava delicioso, conversa sendo jogada fora, animada. Crianças sorrindo, muita luz nas portas de todos os vizinhos. A hora passando e chegou meia noite, mas não na minha cidade, que não participa do horário de verão. A partir daí comecei a torcer para que a pequena conseguisse manter-se acordada, sorridente e serena como estava pra esperar o ano acabar.

O sono começou a pegar no pé dela, mas de mansinho. Minha bebê linda não ficou nervosa, agitada. Estava muito tranquila, parecia que previa que algo muito bom estava pra acontecer, e que merecia investir um pouco do seu descanso em favor desse momento. Agora faltava pouco pro novo ano chegar, uns 15 minutinhos. E cada vez menos.

Na porta de casa, esperávamos ele chegar. E ele chegou, 2011 chegou. Muito festejado, como todos os seus irmãos passados. Minha boneca ficou impressionada com o que via e ouvia. Fogos colorindo o céu e fazendo muito barulho. Ficou um pouco receosa, me olhou apreensiva, me apertou mais forte e eu dizia "são os fogos, filha, lembra? "bum!"". Ela esboçava um sorriso, mas faço ideia do quanto aquilo deve ter parecido grandioso pra ela. Porém, uma coisa é certa: ela percebeu a minha felicidade e também estava muito feliz!

Após o tilintar das taças, fui organizar o banho da pequena. O melhor da festa é esperar por ela, não é mesmo? A nossa foi mais que perfeita, muito mais do que eu podia imaginar! Mas era preciso ajudar a minha filhota a dormir, não abusar da sorte e nem deixá-la cansadinha demais. Fui rapidíssima preparando o banho, mas eis que para minha surpresa again, Isis já havia adormecido. Sim, dormiu sem ser embalada, sem mamar, sem chorar. Ela devia estar tão extasiada quando eu. Por isso dormiu lindamente no colinho do papai. Assim, "porquinha" mesmo, troquei sua roupinha e coloquei-a pra dormir. Uma noite linda e tranquila de sono, interrompida apenas por uma mamada - ela estava com fome, coitadinha. E pronto, lindo soninho, tranquilo, pacífico e cansado.

Aprendi algumas coisas com essa passagem de ano: que nem sempre é preciso planejar para que as coisas deem certo. Que as coisas mais maravilhosas da vida são as mais simples. Que quando pessoas que amamos estão do nosso lado qualquer momento é especial. Que felicidade e alegria são contagiantes.

Depois disso tudo, descobri que a palavra reveillon tem um significado muito lindo. Vem de um verbo francês (réveiller) que traduzido para o português quer dizer despertar. Foi exatamente isso que aconteceu comigo nessa passagem de ano: um despertar. Uma certeza tão grande e uma convicção tão forte de que tudo vai ser ainda mais feliz e dará tão, tão certo. Não tenho um óculos cor-de-rosa pra achar que não haverá dificuldades, eu sei que elas chegarão. Mas minha atitude diante delas é outra, já é outra, mudei!

O grande marco da mudança da minha vida chama-se Isis. Posso dividir a minha vida em antes e depois de ser mãe. Já há mais de um ano ela é presente em minha vida, há mais de 6 presencialmente e fora da barriga. Cada vez menos dependente fisicamente, mas cada dia mais apegada a mim e eu a ela. Chega a doer o amor que sinto, chega a me emocionar enquanto escrevo. Não é fácil, mas é tão bom, tão forte!

É, filha amada... descobri que minha virada de ano, meu reveillon, meu despertar... é você! Te amo profundamente! Feliz 2011 para nós!

sábado, 25 de dezembro de 2010

O primeiro Natal

Esse foi o primeiro Natal da minha pequena. Foi tudo perfeito, maravilhoso. Passamos a noite de ontem e o dia de hoje na casa do titio, titia e priminha da Isis. Ontem a noite a pequena não entendeu muito bem esse negócio de "hoje é dia de festa" e chorou um bocadinho quando deu a hora dela dormir (na verdade já havia passado da hora). Ela "esperou" a vovó chegar e, por volta das dez e meia, quando eu tentava organizar o banho rotineiro de antes do soninho, eis que ela adormece nos braços da vovó, que ela conhece desde o dia que nasceu. Deve se sentir bem segura neles, pois depois dos meus é onde ela adormece melhor.

Dormiu rapidamente, trocar a fraldinha pra dormir foi trabalho de malabarista - já que ela estava dormindo e não queríamos acordá-la. Roupa e fralda colocados, ela dormiu bem por muitos minutos. Fiquei do lado, ali, tentando dormir também enquanto a protegia do desconhecido (não quis deixar ela dormindo e sair do quarto, afinal ela não conhecia o ambiente). Mas nem seria necessário, ela é bastante calorenta e no ar condicionado da prima dormiu um sono solto.

A meia noite ela deu uma resmungadinha - não sei se pelos fogos que estouraram ou se sentiu a baixa umidade provocada pelo condicionador de ar (com o qual ela não está habituada). Para qualquer incomodo, porém, o remédio que ofereço é o mesmo: peito. Imediatamente após hidratar-se e relaxar com a mamada, voltou a dormir. A despeito da TV da prima que estava ligada (em casa ela costumava acordar com qualquer barulho depois que dormia, mas recentemente nem testamos mais, pra não incomodá-la, mas pelo visto ela nem daria bola; mas quem sente falta de TV, hein?); a despeito da ausência do barulhão do ventilador (confesso que eu é quem sinto falta, hehehe), a despeito do barulho fora do quarto; a despeito do entra e sai da priminha no quarto (e, depois que a prima foi dormir o entra e sai foi dos adultos pra ver se estava tudo em ordem com as duas) ela dormiu divinamente bem. Me surpreendeu mesmo!

Na hora que fui dormir, deitei com ela. Foi tudo de bom ficar coladinha com a filhota. Confesso que demorei muito pra dormir, contemplando-a. Sentindo o cheirinho que ela tem e observando as caras e bocas lindas que faz quando está dormindo. E vendo como ela está crescendo. E observando também como estamos crescendo e aprendendo com ela.

No dia de hoje ela teve outros primeiros. Um muito-muito legal, que foi um banho de piscina. Eu adoro piscina e tinha certeza que ela também adoraria. E ela adorou. Tenho certeza que a lembrança que ela teve ao sentir a água foi a de quando ela era um girino na minha barriga. O sorriso dela foi digno de porta retrato na hora que sentiu a água morna envolvendo seu corpo. Muito gostoso! O outro primeiro foi a papinha industrializada. Eu cuspi pra cima, o cuspe caiu na minha testa. Sempre disse que adiaria ao máximo o uso e blá, blá. Eis que hoje, não estando em casa, acabei oferecendo papinha industrializada de peru, legumes e arroz (cardápio natalino, mas foi coincidência). Não vai ser frequente, mas foi o que deu pra oferecer hoje, mesmo a contragosto. Por falar em gosto, ela gostou, comeu mais da metade! É pra achar isso bom ou ruim?

No finalzinho da tarde, voltamos para casa felizes, nós três, eu, marido e filhota. Volta a rotina, bebê cansadona, mamou e capotou em 15 minutinhos. Agora ela dorme o gostoso soninho dos inocentes e justos. O sono do finzinho do seu primeiro Natal.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A primeira papinha

Os preparativos já vem sendo feitos há dias. Peneira de inox que vovó deu, uma tal de autoclave culinária que peguei emprestada dela também. Dias pra escolher o cardápio, decidir como iria começar. Papinha doce ou salgada? Repetir a mesma papinha por alguns dias? Ou variar o sabor nos dias seguintes? Textura da papinha, qual oferecer? Acrescente leite materno? Ponho sal ou não? Azeite ou manteiga? E se der dor de barriga? E se der gases? E se prender o intestino? E se soltar demais? Isso tudo sambou pela minha cabeça. Mas as coisas acontecem, dias esperados chegam, é apenas uma questão de tempo.

E o dia enfim chegou. Defini algumas coisas: escolhi abóbora para começar. O principal motivo foi o sabor adocicado. Eu não ia acrescentar mais nada, mas aí pesei, refleti, conclui: vou sim, vou colocar um caldinho de carne pra enriquecer. Mas carne sem sal não tem o melhor sabor do mundo. Mesmo assim, optei por não colocar sal. Coloquei temperos naturais e de sabor não muito forte: um pouco de cebolinha verde e um pouco de salsinha.Pronto, assim cozinhei carne (colchão duro em pequenos pedaços), salsinha e cebolinha, os três juntos com um pouco de água. A abóbora cozinhei sem água, só no vapor da carne. Também sem sal. Ah, e com a casca. Lavei bem com uma escovinha e coloquei pra cozinhar.

Depois da abóbora cozida (na panela autoclave culinária que vovó emprestou), retirei a casca, passei pela peneira (que a vovó deu). Virou uma pastinha de consistência leve. Acrescentei um pouco do caldinho da carne, passando pela peneira também. Por fim, acrescentei um pouquinho de azeite de oliva extra virgem, pra dar sabor, acrescentar caloria de boa qualidade e ajudar a equilibrar a papinha, pois pelo que li abóbora é constipante e o azeite é laxativo.

Feito isso, fomos ao que interessa: oferecer a comida à pequena. O primeiro olhar foi de curiosidade. Abriu a boquinha de bom grado. Depois foi uma série de caretas engraçadíssimas. Ela simplesmente não entedia o que estava acontecendo. Novidade grande, né? Sabor diferente, jeito diferente de se alimentar. Ela comeu assim umas duas colheres. De chá. Mas tudo bem, surpresa grande seria se ela gostasse muito e tivesse "batido um pratão". Vamos com calma e paciência que tudo se ajeita.

Ela fez uma deliciosa bagunça. Tinha papinha por tudo quanto era lugar do rostinho. E nas mãos. E nos pés! Por fim ela acabou chorando e não quis brincar mais disso. Nessa hora parei, não insisti. Não deve lá ser algo muito bom ficar forçando um bebê a comer. Imagina as consequências disso? Melhor parar quando ela demonstra que chegou no limite.

O sabor não ficou ruim não. Não mesmo, ainda que eu não tenha posto sal. Faça o teste: a abóbora tem um sabor delicioso e uma cor linda, não precisa de mais nada. Como ela nunca experimentou sal, óbvio que não tinha referência, portanto não sentiu falta dele.

Depois da papinha foi necessário um banho - nela e na roupinha que ela usava (um babador fofo pra sair na foto e uma calcinha "bunda rica", que se você não sabe o que é é porque não mora no Nordeste). Depois do banho? O velho e bom leitinho da mamãe, acompanhado de um cochilo aconchegado nos braços dela (que soy yo). Isso sim é que é comfort food!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais um dia mais que especial

Hoje nossa pequena completou 5 meses de vida! Nossa, como o tempo passou rápido! Voando! Apesar da trabalheira e choradeira (mútua) dos primeiros dias de Isis, já sinto saudades da minha recém-nascida, que cabia  num braço só (e agora tá difícil carregar até usando os dois, tá grandona e pesada!).

Mas quero deixar pra falar no desenvolvimento e crescimento do quinto mês de vida da minha menininha quando formos à pediatra, gosto de registrar o peso e altura dela, comentando junto sobre as novas habilidades que ela adquiriu. E ela aprendeu tanta, mas tanta coisa!!!

Bem, um dia assim, mais que especial, não poderia passar em branco, claro! Mas, como a grana tá curta e mamãe tá acima do peso, em lugar de fazermos festa de "mesversário", decidi fazer um passeio diferente pra comemorar: fomos visitar exposições de obras de arte! Chique, né?

A primeira visita foi no Memorial da República, que está recebendo uma exposição denominada Galeria Caixa Brasil. Tem como finalidade comemorar os 150 da Caixa (tá, é propaganda de graça porque a exposição também é, hehehe). Segundo eles é a maior mostra simultânea de artes visuais realizada no país. A Isis arrasou: ficou prestando atenção em tudo que a monitora dizia (parecia estar compreendendo) e observava com atenção os trabalhos expostos, a maioria deles cheia de cores e formas marcantes. Ela deve ter apreciado. Pena que não era possível fotografar (eles não permitiam, informaram que é para preservar as obras). Depois subimos para uma espécie de mirante que tem lá no memorial, com as bandeiras de todos os Estados da federação. Isis ficou encantada com o balanço e o som das bandeiras ao vento, até sorriu, mesmo com um sono repentino e persistente que apoderou-se dela.

Depois aproveitamos a proximidade e fomos à Pinacoteca Universitária, onde está acontecendo a exposição de uma artista chamada Eva Cavalcante. Essa ganhou o nome de "Um certo olhar Cavalcante". Eu não conhecia a artista, mesmo assim achei que valia a pena ir lá conhecê-la. Sempre vale a pena conhecer a visão de mundo que as outras pessoas têm e projetam em seus trabalhos. A parte que eu mais gostei foi a de fotografias, mas Isis parece ter gostado das telas grandonas e coloridas que estavam na mesma sala onde estavam expostas as fotos que gostei.

Não me lembro de ter visitado nenhum espaço assim na infância ou adolescência. Pena! Acho que os espaços não eram acessíveis ou eram pouco divulgados. Ou então, talvez, minha mãe pensasse que espaços assim não são pra crianças. Ou talvez ela nem curtisse mesmo. Eu curto muito, gosto de observar as produções, sentir se considero bonito ou desconcertante o que produziram (ou se simplesmente não gosto). Percebi que desde os primeiros dias de vida a minha pequenina também presta muita atenção a imagens grandes e coloridas. Os quadros que temos em casa são sempre apreciados por ela (ok, ok, tá que só são quatro, dois são de artistas desconhecidos e dois são daqueles comprados em supermercado/magazines). Mas como percebi que ela curte observar, porque não incentivar desde cedo, né?

Mais um passeio gostoso e memorável!

Em tempo: fica a dica para mamães com bebês pequenos, que ficam sem muita opção de passeio. Alguns desses espaços só funcionam de dia, em horário comercial e durante a semana (outros funcionam em horários alternativos e no final de semana). As duas exposições estavam sem muita circulação de pessoas, até pelo dia da semana. Já que só consigo ir onde posso levar a pequena, é preciso aproveitar enquanto ainda me resta licença maternidade. =)