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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

5 meses

Seguindo a falta de criatividade para títulos da postagem do mês anterior sobre o desenvolvimento da minha pequena, eis que escrevo: ela chegou aos 5 meses! Na verdade ela já passou dele tem uns dias, está com 5 meses e meio. Hoje foi dia de pediatra e deixei para fazer os registros hoje justamente devido a isso.

Vamos, então, ao que interessa: a pequena está crescendo! Engraçado como a gente quer tanto ver a cria crescer e se desenvolver e ao mesmo tempo deseja que ela fique pequenina. Como dá saudades do antes. Por isso o negócio é curtir o agora, porque passa muito rápido mesmo (eita clichezão de mãe cheio de verdade verdadeira e verídica).

Minha bebê está cheia de novidades: faz a caretinha mais linda do mundo, sorri para o espelho (ela fica emocionada quando vê um bebê lindo e uma outra mãe lá do outro lado; ela deve pensar "puxa, que sorte, tenho duas mães!"). Ela ficava toda molenga quando eu colocava ela sentadinha no carrinho (na hora que vamos jantar), mas de uns dias para cá foi firmando a coluninha [por que essa tendência a colocar tudo que se refere ao bebê no diminutivo, hein? hehe] coluna e agora já senta sem apoio por alguns segundos e com apoio por vários minutos. E gostou dessa nova perspectiva de mundo, viu? Ela adorou a ideia de ter as mãos livres, olha só! Ela também tem desenvolvido a habilidade de rastejar em marcha à ré.

Aprendeu a fazer uns sons diferentes com a boca. Há dois dias aprendeu a fazer "tá, tá" e arriscou um "itá". Das "palavras" que ela "fala", algumas estão bem compreensivas (embora ainda não me pareçam intencionais): nenê, itá (que traduzido é "eita") e ai (que não precisa de tradução e ela usa quando está com muito sono, geralmente em meio ao choro). Coisa mais linda (como tudo que minha filha faz)!

Uma outra novidade magnífica, esplendida, encantadora, para o sossego espanto da mamãe: algumas noites ela tem conseguido dormir sem interrupções, sem acordar. Não fiz nenhum "treinamento" para isso, deixo a natureza dela seguir seu curso. Se ela acordar na madrugada, vou fazer o de sempre: acalentar, verificar se algo a incomoda, oferecer o peito. Geralmente ela volta logo a dormir (e as vezes eu adormeço é antes dela - viva a cama compartilhada). A primeira parte do seu sono - que ela dorme agora, permitindo que eu faça esse registro - ela dorme no berço, que é colado à minha cama. Mas eu nunca me privei de uma noite de sono para insistir que minha pequena dormisse a noite toda no berço. Tampouco jamais deixei ela chorando sem consolo no berço. Ou você gosta de sentir a vontade de ficar juntinho da pessoa que mais ama no mundo (e no caso de minha filha, depende dela para sobreviver) e ser ignorada por ela?

Continuamos oferecendo leite materno em livre demanda e a pequena continua crescendo e ganhando peso lindamente: está agora com 7,5kg (engordou meio quilo) e 65 cm (cresceu 2). Está cheia de dobrinhas e nem parece que tem pescoço. É, essa parte está lhe rendendo algumas incomodas brotoejas.

Nos aproximamos dos 6 meses de nascimento do meu rebento. Estou muito, muito feliz. Me sinto mais gente, mais completa, mais humana, mais mulher. Eu estava muito aflita com a volta ao trabalho, mas a licença será emendada as minhas férias. Ufa, que bom! Voltar ao trabalho será uma das coisas mais difíceis para mim. Mas vou deixar para pensar nisso mais adiante. Em breve, também, a filhota começará a comer alimentos diversos, deixará de apenas ser amamentada. Para mim vai doer um pouco, como se fosse um novo parto. Não, não falo da dor física, mas a dor emocional, do afastamento, da independência. Sim, eu tenho a tendência a superproteger e tornar dependente de mim quem eu amo. Humpft, preciso mudar em relação a isso. Ter um filho - e querer ele seja saudável fisica e emocionalmente - está me ajudando em relação a isso.

Os próximos passos dessa vidinha que cresce e se desenvolve em ritmo acelerado serão registrados aqui. Que venham as papinhas, o engatinhar, o sentar mais tempo sem apoio... vida que segue, linda, linda, linda!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais um dia mais que especial

Hoje nossa pequena completou 5 meses de vida! Nossa, como o tempo passou rápido! Voando! Apesar da trabalheira e choradeira (mútua) dos primeiros dias de Isis, já sinto saudades da minha recém-nascida, que cabia  num braço só (e agora tá difícil carregar até usando os dois, tá grandona e pesada!).

Mas quero deixar pra falar no desenvolvimento e crescimento do quinto mês de vida da minha menininha quando formos à pediatra, gosto de registrar o peso e altura dela, comentando junto sobre as novas habilidades que ela adquiriu. E ela aprendeu tanta, mas tanta coisa!!!

Bem, um dia assim, mais que especial, não poderia passar em branco, claro! Mas, como a grana tá curta e mamãe tá acima do peso, em lugar de fazermos festa de "mesversário", decidi fazer um passeio diferente pra comemorar: fomos visitar exposições de obras de arte! Chique, né?

A primeira visita foi no Memorial da República, que está recebendo uma exposição denominada Galeria Caixa Brasil. Tem como finalidade comemorar os 150 da Caixa (tá, é propaganda de graça porque a exposição também é, hehehe). Segundo eles é a maior mostra simultânea de artes visuais realizada no país. A Isis arrasou: ficou prestando atenção em tudo que a monitora dizia (parecia estar compreendendo) e observava com atenção os trabalhos expostos, a maioria deles cheia de cores e formas marcantes. Ela deve ter apreciado. Pena que não era possível fotografar (eles não permitiam, informaram que é para preservar as obras). Depois subimos para uma espécie de mirante que tem lá no memorial, com as bandeiras de todos os Estados da federação. Isis ficou encantada com o balanço e o som das bandeiras ao vento, até sorriu, mesmo com um sono repentino e persistente que apoderou-se dela.

Depois aproveitamos a proximidade e fomos à Pinacoteca Universitária, onde está acontecendo a exposição de uma artista chamada Eva Cavalcante. Essa ganhou o nome de "Um certo olhar Cavalcante". Eu não conhecia a artista, mesmo assim achei que valia a pena ir lá conhecê-la. Sempre vale a pena conhecer a visão de mundo que as outras pessoas têm e projetam em seus trabalhos. A parte que eu mais gostei foi a de fotografias, mas Isis parece ter gostado das telas grandonas e coloridas que estavam na mesma sala onde estavam expostas as fotos que gostei.

Não me lembro de ter visitado nenhum espaço assim na infância ou adolescência. Pena! Acho que os espaços não eram acessíveis ou eram pouco divulgados. Ou então, talvez, minha mãe pensasse que espaços assim não são pra crianças. Ou talvez ela nem curtisse mesmo. Eu curto muito, gosto de observar as produções, sentir se considero bonito ou desconcertante o que produziram (ou se simplesmente não gosto). Percebi que desde os primeiros dias de vida a minha pequenina também presta muita atenção a imagens grandes e coloridas. Os quadros que temos em casa são sempre apreciados por ela (ok, ok, tá que só são quatro, dois são de artistas desconhecidos e dois são daqueles comprados em supermercado/magazines). Mas como percebi que ela curte observar, porque não incentivar desde cedo, né?

Mais um passeio gostoso e memorável!

Em tempo: fica a dica para mamães com bebês pequenos, que ficam sem muita opção de passeio. Alguns desses espaços só funcionam de dia, em horário comercial e durante a semana (outros funcionam em horários alternativos e no final de semana). As duas exposições estavam sem muita circulação de pessoas, até pelo dia da semana. Já que só consigo ir onde posso levar a pequena, é preciso aproveitar enquanto ainda me resta licença maternidade. =)