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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Esperando

Estamos com quase 40 semanas. Completaremos segunda-feira. Ao contrário do que muitos possam imaginar, não estou tão curiosa quanto poderia com relação à cor dos olhos da filhota, se terá muito ou pouco cabelo e nem se parecerá comigo ou com o pai.

Na verdade não é pressa o que me faz pensar no parto. Eu penso em como e quando nosso momento chegará. Tenho algumas coisas idealizadas. Sonho com um trabalho de parto que pode até ser intenso, "doloroso", mas que não seja extremamente demorado. Nem é falta de paciência minha, é receio que, na hora P, acabe sendo pressionada a fazer um procedimento cirúrgico por "sofrimento médico". Quero muito que o tempo do nascimento seja respeitado, mas sei o quanto é difícil, por isso converso muito com minha filhinha e comigo mesma, pra que tudo aconteça num tempo rasoável.

A emoção que - imagino - sentirei no nascimento de meu rebento é o que mais tem recheado meus dias e meus pensamentos nas últimas semanas. Cada movimento mais intenso, cada puxo ou fisgadinha na barriga tem sido motivo de muita alegria. Sim, desejo ardentemente sentir a "dor" do parto. Assim, entre aspas, porque passei a acreditar piamente que chamamos de dor por convenção, por medo, mas que o parto pode ser uma experiência prazerosa. Quem disse que não? Quem inventou que parto não combinado com prazer? Prazer de trazer à luz um novo ser. Prazer de gerar uma vida. Vida desejada, planejada. Isso pra mim não pode ser penoso, é motivo de alegria e alegria não rima com dor.

Quero muito, muito mesmo, vivenciar essa experiência. Sentir meu ventre contraindo-se, meu corpo abrindo caminho para minha descendente chegar ao mundo. É fantástico saber que o parto começa no bebê, no cérebro dele, que faz com que meu corpo desperte também hormônios para que nossos corpos trabalhem juntos. É impressionante a perfeição desse acontecimento. É, é assim que acontece (leiam sobre isso aqui: hormônios do parto)!

Minha cabeça está focada na chegada da minha filha. Tudo o mais tenho deixado, meio sem querer, em segundo plano. Encerro essa postagem aqui porque preciso terminar um trabalho. O último pra sair de licença sem pensar em trabalho. Quero dedicar-me exclusivamente à minha filha, pelo menos até quando minha licença permitir. Quero mergulhar de cabeça na maternidade.

2 comentários:

Carol Passuello disse...

Oi Anninha,
Cheguei até aqui através do Mamíferas!
Há 3 meses tive gêmeos, e é a melhor coisa que há! Esse momento que estás é bem ansioso, mas procure curtí-lo, e se der, durma! Hehehehhe
Uma boa hora para você!
Estou te seguindo!
Bjs

Anninha disse...

Oi, Carol! Obrigada por dar uma passadinha por aqui! Deve ser barra dar conta de gêmeos, mas a alegria tb é em dobro, né? Beijão!