bate o coração de Ísis
Nasceu aquela a quem dedico esse espaço, aquela mesmo que só existia em meus planos, tomou forma em meu ventre(e domina meus pensamentos e planos) Ao meu bebê: TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA
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terça-feira, 20 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O agora e o futuro
Em uma papo sobre aniversário do primeiro ano do filhote de uma amiga, comecei a pensar num tantão de coisas... o resultado foi o que escrevi aqui embaixo (fiz algumas modificações em relação ao texto original).
Nélia e Nanda, obrigada pelas reflexões!
Sem dúvida Ísis está me fazendo muito bem. Sabe aquela vontade de mudar a si mesma e ao mundo só pra receber quem a gente ama? Pois, é assim que estou, é assim que me sinto.
Sem dúvida Ísis está me fazendo muito bem. Sabe aquela vontade de mudar a si mesma e ao mundo só pra receber quem a gente ama? Pois, é assim que estou, é assim que me sinto.
Assim como chegou o primeiro aninho do Ben (né, Nanda?), daqui a pouco aniversário de Ísis, do catotinho (o filhote da Nélia que está com menos tempo de barriga da mamãe do que a Ísis)... o tempo passando. E a gente tem que viver cada segundinho, aproveitar mesmo, se não a gente só passa pela vida mesmo.
Se tem uma coisa que me arrependo é de ter esperado tanto pra engravidar, pra decidir ter meu primeiro filho. Eu estava esperando mudar e melhorar minha vida pra poder ter um, mas hoje atesto que são eles que promovem essa mudança profunda dentro da gente, quando a gente se permite, claro.
As vezes me pego pensando na Ísis adolescente, em como será administrar coisas do tipo a primeira paixão, o respeito às escolhas dela... dá uma sensação de pequenez, como se isso tivesse uma dimensão tão grande ao ponto de até me sentir incapaz de administrar, rs.
Mas aí eu me lembro "alô-ou, Ísis ainda não nasceu... vamos viver cada etapa, aproveitar a barriga, lamber o filhote recém-nascido, esperar que ela faça um ano, dois, três... vê-la crescer e estar junto em cada minuto desse. Aí naturalmente virá a adolescência. Não existe receita, eu não saberei o que fazer num passe de mágicas, mas terei construído com ela uma relação linda e única que guiará as minhas atitudes e as dela."
Se tem uma coisa que a gestação está me ensinando é que é sim muito importante planejar o futuro, pensar nele. Mas é preciso investir tempo e atenção o hoje, se não a gente sacrifica coisas tão lindas do agora em função de algo ou uma situação que nem existe ainda. O futuro é importante, mas o presente é que temos nas mãos...
E sigo aproveitando enquanto a filhota está do lado de dentro da barriga...
domingo, 4 de abril de 2010
Entrando na reta final
Segunda completaremos 30 semanas! Que felicidade!!! Daqui a pouco chegará o dia de conhecer a minha filhota linda, poder abraçá-la, sentir seu cheirinho...
Apesar do medão do começo da gestação, estar grávida está sendo uma experiência maravilhosa. É muito bom sentir uma vida crescendo dentro do ventre. É fantástico ver o corpo se modificando para abrigá-la, se adaptando, mudando. Ficar barriguda e se sentir linda, rs.
Há incomodos? Sim... sinto um calor insuportável (mas acho que isso não é privilégio meu) e quase não encontro uma posição confortável pra dormir. Mas mesmo assim estou achando tudo maravilhoso. Não sinto nada que atrapalhe a minha rotina.
É bem verdade que minha disposição física não é a mesma, embora eu nunca tenha sido muito fã de me mexer. Sinto um cansaço que não conhecia, fico indisposta com mais facilidade e isso somado ao calor me deixa um bocado mais impaciente do que o que já era antes.
Colocando na balança, como me sinto? Maravilhosa! Feliz! Poderosa! Dona de mim!
Me sinto empoderada, dona da minha gestação, do meu corpo. Nutro a convicção que terei um parto transformador, apesar de algumas circunstâncias não serem tão favoráveis quanto eu gostaria. Estou apostando em um lindo trabalho em equipe (meu e da filhota, com a ajuda do marido e da minha mãe - talvez o médico possa ajudar tb, rs). Sei que o trabalho duro, porém, será meu e da minha filha. E a recompensa maior será nossa tb.
Quero muito, muito conhecer Ísis. Mas não agora e sim no tempo dela, quando ela estiver prontinha... e eu aqui, do lado de cá do mundo, estarei pronta pra recebê-la também.
Como a amo...
Apesar do medão do começo da gestação, estar grávida está sendo uma experiência maravilhosa. É muito bom sentir uma vida crescendo dentro do ventre. É fantástico ver o corpo se modificando para abrigá-la, se adaptando, mudando. Ficar barriguda e se sentir linda, rs.
Há incomodos? Sim... sinto um calor insuportável (mas acho que isso não é privilégio meu) e quase não encontro uma posição confortável pra dormir. Mas mesmo assim estou achando tudo maravilhoso. Não sinto nada que atrapalhe a minha rotina.
É bem verdade que minha disposição física não é a mesma, embora eu nunca tenha sido muito fã de me mexer. Sinto um cansaço que não conhecia, fico indisposta com mais facilidade e isso somado ao calor me deixa um bocado mais impaciente do que o que já era antes.
Colocando na balança, como me sinto? Maravilhosa! Feliz! Poderosa! Dona de mim!
Me sinto empoderada, dona da minha gestação, do meu corpo. Nutro a convicção que terei um parto transformador, apesar de algumas circunstâncias não serem tão favoráveis quanto eu gostaria. Estou apostando em um lindo trabalho em equipe (meu e da filhota, com a ajuda do marido e da minha mãe - talvez o médico possa ajudar tb, rs). Sei que o trabalho duro, porém, será meu e da minha filha. E a recompensa maior será nossa tb.
Quero muito, muito conhecer Ísis. Mas não agora e sim no tempo dela, quando ela estiver prontinha... e eu aqui, do lado de cá do mundo, estarei pronta pra recebê-la também.
Como a amo...
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Palavras emocionadas para minha filha que virá
Canção para Ísis
Ao pensar em ti não consigo caber em mim
Se eu soubesse o que sinto agora
Se eu soubesse te dizer
Como eu já amo você
Ao pensar em ti não consigo pensar em mim
Se eu pudesse te ver agora
Se eu pudesse te dizer
Sou capaz de dar a minha vida pra te proteger
Ao pensar em ti e pensar em mim
Se eu conseguisse traduzir
Se fosse possível te dizer
Eu traduziria em palavras minha perplexidade
Diante da constatação do não compreender
"Como foi possível viver até hoje
Sem você?"
Imagem: http://lh6.ggpht.com/__MmK52N9Fyk/SCH59-DJw8I/AAAAAAAAEO8/WwGxvQYihDY/baby.gif
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Pensando sobre o corpo grávido
Gostaria de compartilhar um texto mais que especial que conheci pela lista do Ishtar. Toda gestante deveria ler algo assim e refletrir sobre as mudanças que uma gestação promove no corpo e na alma.
Sintomas-mestres, os doutores emocionais
por Claúdia Rodrigues
A mulher primitiva sentia-se grávida mais facilmente do que consegue hoje a civilizada, que tende a pensar-se grávida, fazer-se grávida. A evolução da ciência médica tem salvado vidas, o que é inquestionável, mas também tem ajudado a mulher a desacreditar no potencial humano de luta pela sobrevivência, tão bem significado pelo desencadeamento de um parto natural.
A gravidez cada dia se torna menos um fato acidental e mais uma escolha pensada, refletida, adiada e finalmente escolhida ou renegada. Tudo é permitido, mas os sentimentos não são tolerados. Os desejos, vontades súbitas de comer algo inusitado, por exemplo, são encarados como bobagem. Esses desejos são explicados fisiologicamente, pois as mudanças hormonais provocam um maior aguçamento dos sentidos. A mulher grávida fica mais sensível e é natural que queira voltar-se para si mesma. Sente-se fragilizada, porque vive somaticamente a distenção máxima de deixar crescer dentro se si um ser, que ficará tão perfeito a ponto de precisar sair, lutando pela própria sobrevivência. Cabe à ela receber essa missão ancestral, permitindo que o bebê passe são e salvo para a vida do lado de fora do corpo da sua mãe.
É um grande processo, lento e profundo; poderia ser mais respeitado, melhor considerado, mas exige-se muito da mulher grávida. Ela precisa demonstrar que está feliz por estar grávida, por exemplo, embora os sentimentos naturais fabricados durante os três primeiros meses, mesmo quando a gravidez é desejada, sejam de instrospecção, uma certa preocupação, medos, planos, medo de fazer planos, sonhos, sensações nunca vividas antes e um universo de sentimentos desconhecidos que transbordam somaticamente em enjôos, dores de cabeça, sonolência, prisão de ventre entre outros, milenarmente conhecidos.
Laura do Espírito Santo, mestra em enfermagem-obstétrica, que há 23 anos acompanha partos, revela que os sintomas da gravidez são explicados fisiologicamente devido ao aumento dos hormônios -- progesterona e estrogênio -- no corpo fecundado. “Os enjôos, por exemplo, ocorrem porque a presença dos hormônios, faz com que haja um relaxamento do sistema gástrico e conseqüentemente uma maior salivação; mas a forma como a mulher, desde o princípio, recebe os sintomas aprendendo a lidar com eles, é fundamental para o bom desenvolvimento da gravidez e do parto”, defende. Os sintomas da gravidez exigem que a mulher se adapte a uma nova forma de ser e estar no mundo. Mas nem sempre a vida psíquica dá conta de receber e decodificar as transformações que o corpo físico está vivendo.
Os sintomas são resultados das relações entre as camadas que nos habitam. Quando as camadas neural, visceral e muscular não se comunicam ou entram em conflito, surge o sintoma. Quando ele é combatido a pessoa fica impossibilitada de entender o que o corpo estava tentando dizer. O cérebro não pode decodificar adequadamente as mensagens enviadas pelo corpo quando sofre invasões químicas externas.
A dor de cabeça não está ali para ser combatida com um analgésico. Está para ser compreendida. O corpo pede para relaxar na gravidez, exige que suas necessidades sejam atendidas ou a dor de cabeça não compreendida pode se transformar em hipertensão, risco de pré-eclâmpsia, parto expulsivo, cesariana. Os enjôos se apresentam para serem decifrados, promovidos a um novo status: sensibilidade olfativa aguçada.
“Para acolher bem o filho, a mulher necessita sentir-se segura dentro de si mesma...se ela denigre seu próprio corpo e passa a ter uma baixa auto-estima, tenderá a sentir-se predominantemente ruim por dentro, julgando-se incapaz de fazer bons bebês, escreve Maria Teresa Maldonado, mestre em psicologia clínica, em Psicossomática Hoje (Artes Médicas, Porto Alegre, 1992).
Acreditar-se incapaz de gerar um bom bebê, é acreditar que não se é capaz de colocá-lo a salvo no mundo e ainda dar conta da própria sobrevivência. Como é difícil sentir! Sentir um bebê fecundado é mais do que passar hidratante na barriga, conversar com ele, combinar número de chutes para determinadas perguntas. Esses modos de comunicação são muito superficiais, pois o que ocorre nas camadas mais profundas do corpo e da mente da mulher, fabrica um novo universo, totalmente diferente de tudo o que já sentiu. E isso dá medo. Um medo que só passa, de verdade, na hora em que a mulher dá à luz. Esse medo precisa ser vivido, compreendido, aos poucos, desde o início.
Os sintomas são os mestres e cada mulher tem os seus. O corpo é uma máquina muito bem preparada para dar conta das situações em que se mete, mas é muito mais do que um corpo e um cérebro em funcionamento neuroquímico. Ele é regido pelos sentimentos e emoções. É bem regido quando a pessoa se permite sentir e expressar seus afetos. É um corpo trancado, sinapses travadas no cérebro, quando bloqueia a diversidade de seus sentimentos.
Em sua tese de livre-docência, “A Psiquiatria Atual como Psicobiologia”, afirma o Dr. Danilo Perestrello: “Dia a dia, os vários fatos observados na prática clínica evidenciam que soma e psiquismo formam uma só unidade (...) Impõe-se, pois, a noção do homem como unidade psicossomática”. Os enjôos do primeiro trimestre, as cólicas eventuais, dores de cabeça, náuseas, sentimentos de solidão, são preparadores do processo todo que ainda vai se desenrolar.
Aceitar essas mensagens do corpo é entregar-se para o corpo grávido, fecundado. Uma mulher grávida pode receber tão abertamente seus enjôos a ponto de descobrir um aumento da sensibilidade olfativa. Em vez de sentir-se enjoada, percebe que prefere alguns cheiros a outros, que está diferente do que era, mas não necessariamente inadequada, vítima de sintomas que precisam ser combatidos a qualquer preço.
A paciência que ela precisará para ser mãe de um bebê começa na barriga. A mulher grávida necessita desenvolver paciência com seu corpo de grávida. E isso significa aceitar as mudanças, percebê-las, entendê-las. Uma mulher pode sentir, pensar e responsabilizar-se por sua gravidez mantendo um contato profundo com seus sentimentos, sensações e reações espontâneas, ou pode não tolerar certas mudanças condicionais do estado grávido e simplesmente passar a gravidez inteira controlando os sintomas ou pior, lutando contra eles.
Existem várias maneiras de controlar os sintomas e o tecnicismo que cerca o acompanhamento médico da grávida é um fator agravante, mas principalmente a curiosidade mórbida, típica da cultura ocidental atual. O medo de morrer, de não conseguir colocar o filho a salvo no mundo, ou de que o bebê nasça com problemas, por exemplo, transformou a grávida civilizada em uma especuladora da gravidez de maneira invertida, por isso mórbida.
Em vez de promover a aceitação interna e solitária da situação fortalecendo-se para a vida, preparando-se para o desafio cheio de subjetividades do parto, quer respostas, garantias, controle da situação durante os nove meses. Os medos naturais do primeiro trimestre, do segundo, do terceiro e do próprio desencadeamento do parto, que podem ser vividos e vencidos, são apaziguados pelas garantias. Quando chega a hora H, fica impossível parir a partir de um corpo que não amadureceu integralmente. Ele está pronto do ponto de vista fisiológico, mas não do emocional, cortical.
O momento do parto permite que a mãe tenha um insight gigante. Uma elaboração da sua importância no mundo. Seu corpo e sua mente dão um salto para a próxima etapa, entram preparados para a nova fase. Mãe e bebê sentem-se seguros e já estabelecem uma relação de confiança mútua para os próximos desafios da sobrevivência.
Sentir torna o pensar e o fazer absolutamente lógicos, mas exige muita responsabilidade e disponibilidade emocional. Preocupar-se fazendo ou fazer preocupando-se é o calcanhar de Aquiles que impede a vivência dos sentimentos na gravidez e no desencadeamento do parto. É claro que quem sentiu a gravidez e conseguiu entregar-se para o trabalho de parto, entra mais preparada na maternidade, mais segura do seu lugar de mãe.
Quando os sintomas são combatidos quimicamente, o desenvolvimento somático e emocional se separa. Cria-se uma dualidade interna que tende a afetar o desencadeamento do parto -- o corolário ideal de todo o processo. Os medicamentos regulam o funcionamento do corpo em direção ao que seria supostamente normal, mas apesar de não ser a gravidez um estado patológico, está longe de ser um estado fisiológico normal ou ideal.
“Quando a mãe fica ansiosa demais, por exemplo, é possível que desenvolva hipertensão. Ela pode desenvolver uma hipertensão tremenda, chegando a precisar de uma intervenção cirúrgica, ou pode aprender a diminuir sua ansiedade, aceitando a proximidade do parto com mais tranqüilidade, o que controlará os níveis da pressão arterial”, explica Laura do Espírito Santo, professora de enfermagem obstetra na Universidade Federal do Espírito Santo.
“Quando eu vejo uma parturiente muito nervosa e não consigo acalmá-la, quando ela está totalmente fora da situação, eu nem pego o caso”, conta Laura que acha que a tranqüilidade e o interesse da mãe pelo próprio processo é o mais importante para um bom desencadeamento do parto.
Quando uma gravidez é assintomática a mulher afirma não sentir nada, não temer nada, não sonhar nada. Isso significa que os processos somático-emocionais estão sofrendo bloqueios ainda mais rígidos do que no primeiro caso, em que ela busca combater os sintomas.
Não sentir é travar uma luta interna ainda mais severa. O desencadeamento do parto tenderá a sofrer bloqueios, repetindo o histórico da gravidez. Se a mulher não sente nada, não há nada que ela possa fazer e então se faz necessária uma intervenção: a cirurgia.
Passar uma gravidez assim é não sair do estado de pânico. Um medo paralisante que pode explicar muitos casos de bebês que passam da hora sem que a mãe entre em trabalho de parto. A máscara está na gravidez feliz, perfeita, com sintomas pouco vividos, pouco sentidos.
Quando os sintomas são muito intensos os enjôos não são suportáveis, ultrapassando os primeiros três meses; quando as dores de cabeça não desaparecem com uma boa massagem e alimentação saudável, quando a pressão vai às alturas, ultrapassando os níveis de tolerância; enfim, quando os sintomas literalmente não são suportados, significa que a situação de estar grávida é muito intensa e precisa ser melhor compreendida e/ou aceita.
O medo de gestar se reflete também na hora do parto. Tanto pode ocorrer aí um trabalho de parto rápido, quanto uma cesariana. Como a mulher entrou em contato com seus processos, ainda que de maneira distorcida, existe uma possibilidade maior de que consiga dar vazão à expressão final de tudo o que viveu. O drama pode permear a situação em um parto traumático ou por meio de uma cirurgia.
Se ainda nas últimas semanas o terror dos sintomas não deu lugar à paz, é certamente o caso de procurar ajuda de pessoas especializadas. A mulher grávida naturalmente busca orientação de pessoas mais experientes – a mãe, a tia, a irmã, a amiga – que já passaram pelo processo de gestar uma criança. A troca de informações permite conferir a veracidade de cada sintoma. Mas se a mulher grávida permanece confusa, perdida e desequilibrada, é mais do que natural procurar ajuda terapêutica. É só perguntar que se chega a alguém preparado para ajudar. É fundamental, no entanto, que a mulher compreenda que, uma vez grávida, não lhe cabe esperar que alguém venha salvá-la: o papel de mãe agora é seu.
Quando um ser humano feminino se vê no centro do palco -- colocar para fora de si alguém que gerou, formou, alimentou e está pronto para vir ao mundo -- sente uma dor emocional profunda. Quando a mulher recebe essa dor emocional e relaxa seu corpo, entregando-se às próprias sensações, entra em trabalho de parto. É fantástico. É maravilhoso. É totalmente borbulhante transformar uma dor desconhecida, jamais sentida, no mais intenso de todos os prazeres.
Os sintomas são os mestres e não há regras, receitas e modelos, pois o autoconhecimento é uma experiência singular, própria de cada pessoa.
por Claúdia Rodrigues
A mulher primitiva sentia-se grávida mais facilmente do que consegue hoje a civilizada, que tende a pensar-se grávida, fazer-se grávida. A evolução da ciência médica tem salvado vidas, o que é inquestionável, mas também tem ajudado a mulher a desacreditar no potencial humano de luta pela sobrevivência, tão bem significado pelo desencadeamento de um parto natural.
A gravidez cada dia se torna menos um fato acidental e mais uma escolha pensada, refletida, adiada e finalmente escolhida ou renegada. Tudo é permitido, mas os sentimentos não são tolerados. Os desejos, vontades súbitas de comer algo inusitado, por exemplo, são encarados como bobagem. Esses desejos são explicados fisiologicamente, pois as mudanças hormonais provocam um maior aguçamento dos sentidos. A mulher grávida fica mais sensível e é natural que queira voltar-se para si mesma. Sente-se fragilizada, porque vive somaticamente a distenção máxima de deixar crescer dentro se si um ser, que ficará tão perfeito a ponto de precisar sair, lutando pela própria sobrevivência. Cabe à ela receber essa missão ancestral, permitindo que o bebê passe são e salvo para a vida do lado de fora do corpo da sua mãe.
É um grande processo, lento e profundo; poderia ser mais respeitado, melhor considerado, mas exige-se muito da mulher grávida. Ela precisa demonstrar que está feliz por estar grávida, por exemplo, embora os sentimentos naturais fabricados durante os três primeiros meses, mesmo quando a gravidez é desejada, sejam de instrospecção, uma certa preocupação, medos, planos, medo de fazer planos, sonhos, sensações nunca vividas antes e um universo de sentimentos desconhecidos que transbordam somaticamente em enjôos, dores de cabeça, sonolência, prisão de ventre entre outros, milenarmente conhecidos.
Laura do Espírito Santo, mestra em enfermagem-obstétrica, que há 23 anos acompanha partos, revela que os sintomas da gravidez são explicados fisiologicamente devido ao aumento dos hormônios -- progesterona e estrogênio -- no corpo fecundado. “Os enjôos, por exemplo, ocorrem porque a presença dos hormônios, faz com que haja um relaxamento do sistema gástrico e conseqüentemente uma maior salivação; mas a forma como a mulher, desde o princípio, recebe os sintomas aprendendo a lidar com eles, é fundamental para o bom desenvolvimento da gravidez e do parto”, defende. Os sintomas da gravidez exigem que a mulher se adapte a uma nova forma de ser e estar no mundo. Mas nem sempre a vida psíquica dá conta de receber e decodificar as transformações que o corpo físico está vivendo.
Os sintomas são resultados das relações entre as camadas que nos habitam. Quando as camadas neural, visceral e muscular não se comunicam ou entram em conflito, surge o sintoma. Quando ele é combatido a pessoa fica impossibilitada de entender o que o corpo estava tentando dizer. O cérebro não pode decodificar adequadamente as mensagens enviadas pelo corpo quando sofre invasões químicas externas.
A dor de cabeça não está ali para ser combatida com um analgésico. Está para ser compreendida. O corpo pede para relaxar na gravidez, exige que suas necessidades sejam atendidas ou a dor de cabeça não compreendida pode se transformar em hipertensão, risco de pré-eclâmpsia, parto expulsivo, cesariana. Os enjôos se apresentam para serem decifrados, promovidos a um novo status: sensibilidade olfativa aguçada.
“Para acolher bem o filho, a mulher necessita sentir-se segura dentro de si mesma...se ela denigre seu próprio corpo e passa a ter uma baixa auto-estima, tenderá a sentir-se predominantemente ruim por dentro, julgando-se incapaz de fazer bons bebês, escreve Maria Teresa Maldonado, mestre em psicologia clínica, em Psicossomática Hoje (Artes Médicas, Porto Alegre, 1992).
Acreditar-se incapaz de gerar um bom bebê, é acreditar que não se é capaz de colocá-lo a salvo no mundo e ainda dar conta da própria sobrevivência. Como é difícil sentir! Sentir um bebê fecundado é mais do que passar hidratante na barriga, conversar com ele, combinar número de chutes para determinadas perguntas. Esses modos de comunicação são muito superficiais, pois o que ocorre nas camadas mais profundas do corpo e da mente da mulher, fabrica um novo universo, totalmente diferente de tudo o que já sentiu. E isso dá medo. Um medo que só passa, de verdade, na hora em que a mulher dá à luz. Esse medo precisa ser vivido, compreendido, aos poucos, desde o início.
Os sintomas são os mestres e cada mulher tem os seus. O corpo é uma máquina muito bem preparada para dar conta das situações em que se mete, mas é muito mais do que um corpo e um cérebro em funcionamento neuroquímico. Ele é regido pelos sentimentos e emoções. É bem regido quando a pessoa se permite sentir e expressar seus afetos. É um corpo trancado, sinapses travadas no cérebro, quando bloqueia a diversidade de seus sentimentos.
Em sua tese de livre-docência, “A Psiquiatria Atual como Psicobiologia”, afirma o Dr. Danilo Perestrello: “Dia a dia, os vários fatos observados na prática clínica evidenciam que soma e psiquismo formam uma só unidade (...) Impõe-se, pois, a noção do homem como unidade psicossomática”. Os enjôos do primeiro trimestre, as cólicas eventuais, dores de cabeça, náuseas, sentimentos de solidão, são preparadores do processo todo que ainda vai se desenrolar.
Aceitar essas mensagens do corpo é entregar-se para o corpo grávido, fecundado. Uma mulher grávida pode receber tão abertamente seus enjôos a ponto de descobrir um aumento da sensibilidade olfativa. Em vez de sentir-se enjoada, percebe que prefere alguns cheiros a outros, que está diferente do que era, mas não necessariamente inadequada, vítima de sintomas que precisam ser combatidos a qualquer preço.
A paciência que ela precisará para ser mãe de um bebê começa na barriga. A mulher grávida necessita desenvolver paciência com seu corpo de grávida. E isso significa aceitar as mudanças, percebê-las, entendê-las. Uma mulher pode sentir, pensar e responsabilizar-se por sua gravidez mantendo um contato profundo com seus sentimentos, sensações e reações espontâneas, ou pode não tolerar certas mudanças condicionais do estado grávido e simplesmente passar a gravidez inteira controlando os sintomas ou pior, lutando contra eles.
Existem várias maneiras de controlar os sintomas e o tecnicismo que cerca o acompanhamento médico da grávida é um fator agravante, mas principalmente a curiosidade mórbida, típica da cultura ocidental atual. O medo de morrer, de não conseguir colocar o filho a salvo no mundo, ou de que o bebê nasça com problemas, por exemplo, transformou a grávida civilizada em uma especuladora da gravidez de maneira invertida, por isso mórbida.
Em vez de promover a aceitação interna e solitária da situação fortalecendo-se para a vida, preparando-se para o desafio cheio de subjetividades do parto, quer respostas, garantias, controle da situação durante os nove meses. Os medos naturais do primeiro trimestre, do segundo, do terceiro e do próprio desencadeamento do parto, que podem ser vividos e vencidos, são apaziguados pelas garantias. Quando chega a hora H, fica impossível parir a partir de um corpo que não amadureceu integralmente. Ele está pronto do ponto de vista fisiológico, mas não do emocional, cortical.
O momento do parto permite que a mãe tenha um insight gigante. Uma elaboração da sua importância no mundo. Seu corpo e sua mente dão um salto para a próxima etapa, entram preparados para a nova fase. Mãe e bebê sentem-se seguros e já estabelecem uma relação de confiança mútua para os próximos desafios da sobrevivência.
Sentir torna o pensar e o fazer absolutamente lógicos, mas exige muita responsabilidade e disponibilidade emocional. Preocupar-se fazendo ou fazer preocupando-se é o calcanhar de Aquiles que impede a vivência dos sentimentos na gravidez e no desencadeamento do parto. É claro que quem sentiu a gravidez e conseguiu entregar-se para o trabalho de parto, entra mais preparada na maternidade, mais segura do seu lugar de mãe.
Quando os sintomas são combatidos quimicamente, o desenvolvimento somático e emocional se separa. Cria-se uma dualidade interna que tende a afetar o desencadeamento do parto -- o corolário ideal de todo o processo. Os medicamentos regulam o funcionamento do corpo em direção ao que seria supostamente normal, mas apesar de não ser a gravidez um estado patológico, está longe de ser um estado fisiológico normal ou ideal.
“Quando a mãe fica ansiosa demais, por exemplo, é possível que desenvolva hipertensão. Ela pode desenvolver uma hipertensão tremenda, chegando a precisar de uma intervenção cirúrgica, ou pode aprender a diminuir sua ansiedade, aceitando a proximidade do parto com mais tranqüilidade, o que controlará os níveis da pressão arterial”, explica Laura do Espírito Santo, professora de enfermagem obstetra na Universidade Federal do Espírito Santo.
“Quando eu vejo uma parturiente muito nervosa e não consigo acalmá-la, quando ela está totalmente fora da situação, eu nem pego o caso”, conta Laura que acha que a tranqüilidade e o interesse da mãe pelo próprio processo é o mais importante para um bom desencadeamento do parto.
Quando uma gravidez é assintomática a mulher afirma não sentir nada, não temer nada, não sonhar nada. Isso significa que os processos somático-emocionais estão sofrendo bloqueios ainda mais rígidos do que no primeiro caso, em que ela busca combater os sintomas.
Não sentir é travar uma luta interna ainda mais severa. O desencadeamento do parto tenderá a sofrer bloqueios, repetindo o histórico da gravidez. Se a mulher não sente nada, não há nada que ela possa fazer e então se faz necessária uma intervenção: a cirurgia.
Passar uma gravidez assim é não sair do estado de pânico. Um medo paralisante que pode explicar muitos casos de bebês que passam da hora sem que a mãe entre em trabalho de parto. A máscara está na gravidez feliz, perfeita, com sintomas pouco vividos, pouco sentidos.
Quando os sintomas são muito intensos os enjôos não são suportáveis, ultrapassando os primeiros três meses; quando as dores de cabeça não desaparecem com uma boa massagem e alimentação saudável, quando a pressão vai às alturas, ultrapassando os níveis de tolerância; enfim, quando os sintomas literalmente não são suportados, significa que a situação de estar grávida é muito intensa e precisa ser melhor compreendida e/ou aceita.
O medo de gestar se reflete também na hora do parto. Tanto pode ocorrer aí um trabalho de parto rápido, quanto uma cesariana. Como a mulher entrou em contato com seus processos, ainda que de maneira distorcida, existe uma possibilidade maior de que consiga dar vazão à expressão final de tudo o que viveu. O drama pode permear a situação em um parto traumático ou por meio de uma cirurgia.
Se ainda nas últimas semanas o terror dos sintomas não deu lugar à paz, é certamente o caso de procurar ajuda de pessoas especializadas. A mulher grávida naturalmente busca orientação de pessoas mais experientes – a mãe, a tia, a irmã, a amiga – que já passaram pelo processo de gestar uma criança. A troca de informações permite conferir a veracidade de cada sintoma. Mas se a mulher grávida permanece confusa, perdida e desequilibrada, é mais do que natural procurar ajuda terapêutica. É só perguntar que se chega a alguém preparado para ajudar. É fundamental, no entanto, que a mulher compreenda que, uma vez grávida, não lhe cabe esperar que alguém venha salvá-la: o papel de mãe agora é seu.
Quando um ser humano feminino se vê no centro do palco -- colocar para fora de si alguém que gerou, formou, alimentou e está pronto para vir ao mundo -- sente uma dor emocional profunda. Quando a mulher recebe essa dor emocional e relaxa seu corpo, entregando-se às próprias sensações, entra em trabalho de parto. É fantástico. É maravilhoso. É totalmente borbulhante transformar uma dor desconhecida, jamais sentida, no mais intenso de todos os prazeres.
Os sintomas são os mestres e não há regras, receitas e modelos, pois o autoconhecimento é uma experiência singular, própria de cada pessoa.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
De Educador para Educador
Paulo Freire é mesmo um mestre! Eu que já me inspirei tantas vezes em suas filosofias para minha atuação profissional, agora tomo emprestado também um texto lindo, lindo que ele escreveu sobre a espera. Senti que tinha tudo a ver com o nosso momento, nos preparando para receber Ísis, mas não assim, como quem não precisa fazer nada. É uma espera ativa! Ativa como ela é aqui, dentro do meu ventre!
Para minha pequena:
Para minha pequena:
Canção Óbvia
Paulo Freire
Escolhi a sombra desta árvore para
repousar do muito que farei,
enquanto esperarei por ti.
Quem espera na pura espera
vive um tempo de espera vã.
Por isto, enquanto te espero
trabalharei os campos e
conversarei com os homens.
Suarei meu corpo, que o sol queimará;
minhas mãos ficarão calejadas;
meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;
meus ouvidos ouvirão mais,
meus olhos verão o que antes não viam,
enquanto esperarei por ti.
Não te esperarei na pura espera
porque o meu tempo de espera é um
tempo de quefazer.
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,:
em voz baixa e precavidos:
É perigoso agir
É perigoso falar
É perigoso andar
É perigoso, esperar, na forma em que esperas,
porquê êsses recusam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
com palavras fáceis, que já chegaste,
porque êsses, ao anunciar-te ingênuamente ,
antes te denunciam.
Estarei preparando a tua chegada
como o jardineiro prepara o jardim
para a rosa que se abrirá na primavera.
repousar do muito que farei,
enquanto esperarei por ti.
Quem espera na pura espera
vive um tempo de espera vã.
Por isto, enquanto te espero
trabalharei os campos e
conversarei com os homens.
Suarei meu corpo, que o sol queimará;
minhas mãos ficarão calejadas;
meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;
meus ouvidos ouvirão mais,
meus olhos verão o que antes não viam,
enquanto esperarei por ti.
Não te esperarei na pura espera
porque o meu tempo de espera é um
tempo de quefazer.
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,:
em voz baixa e precavidos:
É perigoso agir
É perigoso falar
É perigoso andar
É perigoso, esperar, na forma em que esperas,
porquê êsses recusam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
com palavras fáceis, que já chegaste,
porque êsses, ao anunciar-te ingênuamente ,
antes te denunciam.
Estarei preparando a tua chegada
como o jardineiro prepara o jardim
para a rosa que se abrirá na primavera.
Filha, estou me preparando para tua chegada! Te amo desde sempre!
domingo, 31 de janeiro de 2010
É uma menina...
Estou devendo atualizações aqui. Nossa, estou postando apenas uma vez por mês, isso é pouco, muito pouco diante de tantas (e tão lindas) coisas que acontecem numa gestação. Prometo pra mim mesma que voltarei mais vezes!
Nosso pequeno bebê é uma menininha. Ficamos felizes com a novidade, agora podemos pensar em tudo de maneira mais personalizada, hehehe.
Ah, a pequenina se chamará Ísis. Nome simples, pequeno, forte e já no plural! =)
E para alegrar, segue-se uma musiquinha que conheci hoje e achei uma graça:
Composição: Toquinho e Elifas Andreato
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já comia pra viver
Cheese salada, bala ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe começava a conviver
Com as mais estranhas sensações:
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe me virava pra escolher
A mais confortável posição.
São nove meses sem se fazer nada,
Entre água e escuridão.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
De Umbigo a Umbiguinho
Composição: Toquinho e Elifas Andreato
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já comia pra viver
Cheese salada, bala ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe começava a conviver
Com as mais estranhas sensações:
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.
Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe me virava pra escolher
A mais confortável posição.
São nove meses sem se fazer nada,
Entre água e escuridão.
Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Natividade
Natal. A palavra significa nascimento. E esse ano a palavra nascimento tem um significado muito especial pra mim. Antes disso, gerar. Gerar e depois trazer à luz. Tão mágico. Tão natural e tão sobrenatural.
Se não fosse a emoção e as mudanças para o futuro que uma gestação trazem, as vezes o corpo até esquece que um bebê segue aqui dentro do casulo. Eu, acostumada a ver gestação de novela, na qual a mulher anuncia que será mãe e a barriga amanhece enorme, estou me acostumando ao fato de que na vida real a barriga cresce bem devagar.
Este ano estou gestando. No próximo, já serei mãe. Não sei porque, mas o Natal sempre trouxe ao meu coração uma ternura, uma paz. Talvez pela memória afetiva infantil que trago. E agora, carregando uma criança dentro de mim, a emoção cresce, multiplica-se.
É, nascer, dar à luz... isso tudo lembra o Natal. Viver isso é uma emoção sem par.
Feliz Natividade!
Se não fosse a emoção e as mudanças para o futuro que uma gestação trazem, as vezes o corpo até esquece que um bebê segue aqui dentro do casulo. Eu, acostumada a ver gestação de novela, na qual a mulher anuncia que será mãe e a barriga amanhece enorme, estou me acostumando ao fato de que na vida real a barriga cresce bem devagar.
Este ano estou gestando. No próximo, já serei mãe. Não sei porque, mas o Natal sempre trouxe ao meu coração uma ternura, uma paz. Talvez pela memória afetiva infantil que trago. E agora, carregando uma criança dentro de mim, a emoção cresce, multiplica-se.
É, nascer, dar à luz... isso tudo lembra o Natal. Viver isso é uma emoção sem par.
Feliz Natividade!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Acalanto
Ontem, visitando o site da Roberta da Fonte pude ouvir uma linda música de fundo. Não pude ignorá-la, corri pra perguntá-la que música deliciosa era aquela. Soube então que se trata da música de um projeto belíssimo, o Acalanto, que promove os benefícios da música na gestação. Fiquei encantada com todas as canções, mas uma me fez chorar como uma criança, fiquei encantada e emocionada. Chama-se "Crescer". Você pode ouvi-la aqui.
Crescer
Vejo que você está crescendo
Bem quentinho aqui dentro,
Papai me abraça inteira
Pra sentir você também
Um beijo e a certeza
Que você está bem
Eu arrumo todo nosso lar
Me arrumo só pra te esperar
Te sinto noite dia
Dentro desse barrigão
Um peso de alegria
Perto do coração
Tá, eu sei que ainda não tenho barrigão e quem nem sempre dá pra arrumar nosso lar (futura mamãe que trabalha fora em tempo integral e não sabe o que vai fazer da vida quando o bebê nascer). Mas a música é encantadora demais para ser ignorada por isso.
Bebê, a mamãe te ama de um jeito que jamais imaginou que alguém pode amar! Espero com carinho o dia da sua chegada e até lá cresça forte e quentinho dentro da mamãe!!!
Crescer
Vejo que você está crescendo
Bem quentinho aqui dentro,
Papai me abraça inteira
Pra sentir você também
Um beijo e a certeza
Que você está bem
Eu arrumo todo nosso lar
Me arrumo só pra te esperar
Te sinto noite dia
Dentro desse barrigão
Um peso de alegria
Perto do coração
Tá, eu sei que ainda não tenho barrigão e quem nem sempre dá pra arrumar nosso lar (futura mamãe que trabalha fora em tempo integral e não sabe o que vai fazer da vida quando o bebê nascer). Mas a música é encantadora demais para ser ignorada por isso.
Bebê, a mamãe te ama de um jeito que jamais imaginou que alguém pode amar! Espero com carinho o dia da sua chegada e até lá cresça forte e quentinho dentro da mamãe!!!
domingo, 6 de dezembro de 2009
O retorno
Bem, faz bastante tempo que não apareço por aqui. Amanhã completamos 13 semanas. 13 semanas! Acho que estou me livrando do tenebroso primeiro trimestre. Pensei que o mandaria embora com bem mais tranquilidade, mas minha cabeça não deixa. O que mais esperar de alguém tão tensa e cheia de auto cobranças?
Tá, não foi só tensão e preocupação de outubro pra cá, nã-não. Fiz duas ultras nesse período e em ambas confirmou-se o que meu coração precisava ter certeza: está tudo bem e perfeito. Pelo menos naqueles momentos. Sim, porque o grande problema da ultrassom é que, quando ela termina, as dúvidas chegam. E fica, de novo, o grande silêncio da pequena barriga de 13 (falta só um dia) semanas.
De outubro até agora compramos uma besteirinhas pro nosso baby. Uns bodies fofos, umas camisetinhas, pouca coisa mesmo. Ganhamos (ou melhor, herdamos) um berço. E acho que é só isso. Ainda tem muita coisa pela frente, algumas muito necessárias, outras nem tanto. Entre as que considero muito necessárias está o sling que pretendo adquirir. Quero carregar meu bebê bem juntinho de mim e ainda ter as mãos livres! Maravilha, nao é?
Ah, em novembro tive um sonho lindo, mas que merece uma postagem especial, só pra contá-lo. Foi um sonho que trouxe muito conforto, muita paz. Acordei radiante no dia seguinte. Depois escrevo um post só pra contá-lo e prometo que nao vou demorar mais de um mês dessa vez. Logo darei notícias! Abraços!
Tá, não foi só tensão e preocupação de outubro pra cá, nã-não. Fiz duas ultras nesse período e em ambas confirmou-se o que meu coração precisava ter certeza: está tudo bem e perfeito. Pelo menos naqueles momentos. Sim, porque o grande problema da ultrassom é que, quando ela termina, as dúvidas chegam. E fica, de novo, o grande silêncio da pequena barriga de 13 (falta só um dia) semanas.
De outubro até agora compramos uma besteirinhas pro nosso baby. Uns bodies fofos, umas camisetinhas, pouca coisa mesmo. Ganhamos (ou melhor, herdamos) um berço. E acho que é só isso. Ainda tem muita coisa pela frente, algumas muito necessárias, outras nem tanto. Entre as que considero muito necessárias está o sling que pretendo adquirir. Quero carregar meu bebê bem juntinho de mim e ainda ter as mãos livres! Maravilha, nao é?
Ah, em novembro tive um sonho lindo, mas que merece uma postagem especial, só pra contá-lo. Foi um sonho que trouxe muito conforto, muita paz. Acordei radiante no dia seguinte. Depois escrevo um post só pra contá-lo e prometo que nao vou demorar mais de um mês dessa vez. Logo darei notícias! Abraços!
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